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Creepypastas e Contos de Terror

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Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Wolfman em Dom 12 Maio 2013, 01:03



*Esse tópico foi uma parceria entre Wolfman e Hayt.*



Creepypasta é um termo da internet que define uma história curta ou coleção de histórias com elementos paranormais, bizarros, ou ambos, designados para chocar ou causar desconforto emocional ao leitor. Resumidamente são lendas da Internet.

Esse tópico servirá para que os usuários do Fórum publiquem creepypastas e contos de terror, seja de sua própria autoria, ou encontradas pela Internet. Contudo, pedimos que sigam algumas regras afim de manter um ambiente saudável para o melhor aproveitamento de todos:


Regras
Não publique conteúdo de teor adulto;
Apenas uma CreepyPasta por post;
Double post só quando a CreepyPasta for muito grande para um só post ;
Não publiquem imagens ou videos fortes que possam infringir as regras do fórum.

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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Convidado em Dom 12 Maio 2013, 01:03

Vamos Começar com um CRÁSSICO (com R). Sountrack DJ Moster...



Se não escutar com essa Música, não é a mesma coisa...


O Mistério da Música de Lavender Town

Eu conheci meu melhor amigo no ginásio. Nós dois levamos nossos Gameboys para a escola um dia e sentamos juntos no almoço quando percebemos que tínhamos algo em comum. Eu tinha a versão Blue e um Venosaur, ele tinha a versão Red e um Charizard. Nós batalhávamos sempre que podíamos e nos tornamos grandes amigos. E os anos se passaram, continuamos a jogar Pokemon, até mesmo durante o colegial. Passamos por todas as gerações e versões de Pokémon, as batalhas nunca ficavam sem-graça.

Quando chegamos à faculdade, nossos caminhos se separaram. Não conversamos muito mais depois disso; tínhamos vidas ocupadas na universidade. Eu pensava que não íriamos mais retomar a amizade que já tivemos um dia. Então, Pokemon Diamond e Pearl foram lançados em 2007 e nós aproveitamos o interesse pela séria para nos reunir e se divertir. Batalhávamos e conversávamos através do wi-fi todo dia por algumas semanas após o lançamento.

Meu amigo me contou que ele planejava jogar novamente a versão Red que tinha. Havia se passado três meses após o lançamento de Diamond e Pearl, e não jogávamos mais como antes. Eu perguntei a ele por que ele queria jogar aquele cartucho velho e empoeirado, e ele respondeu, “Eu não sei, talvez eu encontre algo que ninguém jamais encontrou antes.”

Apesar da minha relutância em jogar minha versão Blue com ele, ele jogou a versão Red mesmo assim. Depois que ele começou essa jornada, eu nunca mais falei com ele. Mais ou menos três meses depois, eu recebi uma ligação dos pais de meu amigo.

Mesmo que ele nunca tivesse problemas similares antes, ele morrera do que diziam ser uma convulsão. Ele estava sozinho no dormitório até que um colega de quarto, que infelizmente chegou tarde demais, o encontrou no chão, sem vida, e estranhamente usando seus fones de ouvido favoritos. Eu corri assim que pude para ir ao seu funeral. O colega dele, que também foi ao velório, me informou que apenas alguns dias antes do incidente, meu amigo havia se tornado obcecado pela Cidade de Lavender e sua música. Meu amigo queria ser engenheiro de som depois de se formar e tinha um ótimo talento com os sons. Ele podia ouvir sons baixos vividamente enquanto eu falhava em reconhecê-los.

Assim que ele redescobrira a Cidade de Lavender, ele passou o áudio para o seu computador e começou a fazer experimentos com ele. Curiosamente, ele se vangloriava de ter encontrado uma cópia rara da música retirada da primeira leva da versão Green, lançada apenas no Japão. Não especificamente falando da versão japonesa, ele disse ao seu colega de quarto que “As frequências dessa música são diferentes; elas se unem de modo especial. Mas tem algo faltando. Eu acho que alguma coisa deveria ser mixada junto, mas acabou não funcionando no Gameboy. Ele era muito limitado em termos de tempo de faixa.”. Eu tive a chance de mexer em seu laptop pela última vez, então eu visitei sua lista de “Itens Recentes”. No topo dela eu li “lavender.wav”. Juntamente com várias fotos nossas juntos, eu copiei este arquivo. Pego na minha tristeza pela morte de meu melhor amigo, eu ignorei o arquivo de áudio até algumas semanas antes de escrever isso. De algum modo decidi recentemente que eu precisava entender o que acontecera.

Levado pelo desejo de saber o que causara sua morte repentina, eu abri as propriedades do som, sem ouvi-lo. Com a seção de descrição do áudio, ele escreveu, “Tons biauriculares, eu coloquei as frequências necessárias, eu sei porque a Cidade de Lavender soa tão triste, e eu sei a parte que faltava”. Mesmo sem entender, eu olhei o arquivo no programa de áudio que ele mais usava (ainda sem ouvir o arquivo), e encontrei a contagem de vezes que o arquivo foi ouvido. Uma. Eu conversei online com um entusiasta de som na esperança de decifrar estes comentários. Ele me deu um software especial que poderia analisar o áudio em tempo real e disse que era tudo que ele podia fazer.

Esse vídeo é uma gravação minha tocando o arquivo no programa mencionado. Até hoje ainda não ouvi o áudio, já que estou muito emocionalmente perturbado pela morte de Anthony, meu melhor amigo.

Video do Capiroto, não me responsabilizo por nada....:



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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por RattleheadCHAOS em Dom 12 Maio 2013, 01:14

@hayt, isso pode ser estranho, mas eu AMO Lavender Town, e a música dela faz eu me sentir bem :3

sei lá, eu gosto do clima fantasmático da cidade... também gosto de fantasmas, sou apaixonado por coisas assim do Çatãm, e essa Creepypasta aí é SENSACIONAL -q

bjs

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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Felipe JJ em Dom 12 Maio 2013, 02:12

Ótimo tópico, karmado.

Enfim, deixo aqui uma de Majora's Mask:

Olá, meu nome é Matt, mas podem me chamar de Jadusable (Meu nickname). Eu me mudei recentemente para o meu dormitório do colégio, começando como um aluno de 2º grau, e um amigo meu me deu o seu velho Nintendo 64 para que eu jogasse. Eu estava impressionado em saber que eu finalmente poderia jogar todos os jogos antigos da minha infância, que eu não tocava em pelo menos uma década. O seu Nintendo 64 veio com um controle amarelo e uma cópia de má qualidade do Super Smash Brothers, e como querer não é poder, não preciso dizer que não demorou muito até eu ficar cansando de ficar ganhando dos CPUS.

Naquele final de semana eu decidi dar uma volta por algumas vizinhanças durante uns 20 minutos, parando em todas as vendas de garagens, esperando conseguir alguns jogos por um preço bom de pais ignorantes. Eu acabei comprando uma cópia de Pokemon Stadium, Goldeneye (Isso ai, porra), F-Zero, e outros dois controles por 2 dolares. Satisfeito, eu comecei a ir embora da vizinhança, quando uma ultima casa me chamou a atenção. Ainda não faço idéia por que, mais algo meio que me arrastou até lá. Normalmente eu tenho auto confiança sobre essas coisas, então sai do carro e fui saudado por um homem velho. Sua aparência era, por falta de uma palavra melhor, desagradável. Isso era estranho, pois se você me perguntasse porque ela era desagradável, eu realmente não conseguiria apontar nada – Somente tinha alguma coisa nele que me deixava perturbado, não consigo explicar. Tudo que eu posso te dizer, é que se não fosse no meio da tarde e tivessem pessoas por perto, eu nem pensaria em me aproximar desse homem.

Ele deu um breve sorriso para mim e perguntou o que eu procurava, e imediatamente eu notei que ele era cego em um dos seus olhos; Seu olho direito tinha uma aparência meio que “vidrada”. Eu fui então forçado a olhar no seu olho esquerdo, tentando não ser ofensivo, e perguntei se ele tinha alguns jogos de vídeo game antigos.

Eu já estava pensando em como me desculpar sobre toda a situação quando ele me dissesse que não fazia idéia do que era um vídeo game, mas para a minha surpresa, ele disse que tinha alguns em uma caixa velha. Ele me disse que voltaria “rapidinho” e se virou para entrar na garagem. Enquanto ele ia para lá, não pude deixar de notar o que ele vendia em sua mesa. O que estavam lá eram, literalmente... Pinturas peculiares; Varias pinturas que pareciam com bolhas de tinta que um psiquiatra te mostraria. Curiosamente, eu os verifiquei – era obvio porque ninguém visitava a venda de garagem desse homem, os quadros não eram esteticamente agradáveis. Quando eu cheguei no ultimo, por algum motivo ele parecia quase igual a Majora’s Mask – A mesma mascara em forma de coração com pequenos espinhos apontando pra fora. Inicialmente eu achei que era só porque eu esperava achar esse jogo nessas vendas de garagem, mas em conta aos eventos que aconteceriam a seguir, não tenho mais tanta certeza assim. Eu deveria ter perguntado ao homem sobre isso. Eu queria ter perguntando ao homem sobre isso.

Depois de tanto olhar naquela mancha de tinta com formato da Majora’s Mask, eu olhei para trás e o homem repentinamente estava lá, parado, sorrindo pra mim. Eu admito que até pulei com o susto, e nervosamente ri quando ele me deu um cartucho de Nintendo 64. Era um cartucho regular inteiramente cinza, exceto que alguém tinha escrito “Majora” atras dele com tinta permanente. Meu estomago até gelou com toda essa coincidência e eu o perguntei quanto ele queria pelo cartucho.

O velho sorriu para mim e disse que eu poderia te-lo de graça, que ele pertencia a um garoto que era mais ou menos da minha idade e que não morava mais lá. Tinha algo suspeito quando o homem disse isso, mas eu realmente não prestei muita atenção, pois estava muito animado em não só por achar aquele jogo, mas também por pega-lo de graça.

No inicio eu não fiquei muito esperançoso com isso, já que aquele cartucho era bem velho, e não tinha garantia de que ele funcionaria, mas então o meu lado otimista me dizia que talvez aquela poderia ser uma versão beta ou pirateada do jogo que eu queria tanto jogar, para trazer aquela sensação de nostalgia de volta. Eu finalmente agradeci o homem, e ele sorriu pra mim e me desejou tudo de bom, dizendo “Adeus então! (Goodbye then!)” – pelo menos foi isso que soou pra mim. No caminho voltando pra casa eu ficava desconfiado, pensando se ele tinha dito alguma outra coisa. Os meus medos se confirmaram quando eu coloquei o jogo (Que para a minha surpresa, funcionou sem problemas) e lá tinha um Save File nomeado simplesmente de “BEN”. “Adeus Ben (Goodbye Ben), ele tinha dito “Adeus Bem”. Eu me senti mal pelo homem, obviamente um avô e obviamente ficando senil, e eu – por alguma razão – o lembrei de seu neto “Ben”.

Só por curiosidade eu verifiquei o Save File. Só de primeira vista, dava pra ver que ele já estava bem longe no jogo – ele tinha quase todas as mascaras e ¾ dos chefes derrotados. Eu também notei que ele usou uma estatua de coruja para salvar seu jogo, estava no Dia 3 e no Stone Tower Temple com pouco mais de 1 hora antes da lua cair. Eu pensei que realmente era uma pena ele ter chegado tão perto de zerar o jogo, mas que nunca pode terminá-lo. Criei um novo Save File com o nome “Link” como sempre e comecei o jogo, pronto para reviver a minha infância.

Para um cartucho tão simples como esse, me surpreendi em como o jogo rodou tão bem – literalmente igualzinho a uma cópia original do jogo, tirando alguns pequenos problemas aqui e ali (Como texturas aonde não pertenciam, flashes estranhos de filmes do jogo em certos intervalos, mas nada tão ruim assim). Porem, a única coisa que era um pouco perturbadora era que as vezes os NPS’s (Non-Playabe-Characters) me chamavam de “Link” e outras vezes, me chamavam de “Ben”. Achei que era só um bug – algum problema no cartucho que fazia com que nossos Save Files se misturassem ou algo assim. Isso meio que me assustou depois de um tempo, até que, pouco depois que passei da Woodfall Temple, eu fui até os meus Save Files e deletei “BEN” (Eu inicialmente pretendia preservar o Save File, em respeito ao dono original do jogo, mas eu não precisava de 2 arquivos mesmo), esperando que isso resolvesse o problema. Resolveu e não resolveu, pois depois disso os NPS’s não me chamavam de nada. Tinha somente um espaço vazio aonde o meu nome deveria estar (Meu Save File ainda estava com o nome “Link”). Frustrado, e com muita lição de casa pra fazer, eu deixei o jogo de lado por um dia.

Eu comecei a jogar o jogo novamente na noite passada, pegando os Lens of Truth e tentando completar o Snowhead Temple. Agora, alguns dos jogadores mais hardcores do Majora’s Mask sabem do “Glitch do 4 Dia” – para aqueles que não sabem, podem procura-lo no Google, mas a idéia é a seguinte: bem na hora que o relógio for bater em 00:00:00 no ultimo dia, fale com o astrônomo e olhe pelo telescópio. Se fizer isso corretamente, o relógio some e você tem mais um dia inteiro para terminar tudo que você estava fazendo. Decidido a fazer o glitch para tentar zerar o Snowhead Temple, eu consegui faze-lo corretamente na minha primeira tentativa, e o relógio desapareceu da tela.

Porem, quando eu apertei B para sair do telescópio, ao invés de ser saudado pelo astrônomo, eu me encontrei na sala do chefe Majora no final do jogo (A pequena arena encaixotada), encarando o Skull Kid flutuando logo acima de mim. Não tinha som, somente ele flutuando acima de mim e a musica de fundo, que era a normal da fase (Mas ainda assim assustadora). Imediatamente as minhas mãos começaram a suar – Isso definitivamente não era normal. Skull Kid NUNCA aparecera ali. Eu tentei andar pela área, mas não importava aonde eu ia, Skull Kid sempre ficava olhando para mim, me encarando, sem dizer absolutamente nada. Nada acontecia alem disso, e isso continuara por mais ou menos 1 minuto. Achei que o jogo tinha bugado – mas já estava começando a duvidar muito disso.

Eu ja estava indo apertar o botão Reset do vídeo-game, quando o texto apareceu na minha tela: “You’re not sure why, but you apparently had a reservation... (Você não tem certeza porque, mas aparentemente tem uma reserva...)” Eu instantaneamente reconheci aquele texto – você recebe essa mensagem quando ganha a Room Key do Anju no Stock Pot Inn, mas porque ela apareceu aqui? Eu me recusei na mesma hora a acreditar que o jogo estava querendo se comunicar comigo. Comecei a navegar pela área novamente, procurando para ver se foi algum tipo de botão ou alguma coisa assim que me permitira de interagir com alguma coisa ali, até que eu percebi como eu estava sendo idiota – só de pensar que alguém poderia reprogramar um jogo desse jeito já era absurdo. Até que, 15 segundos depois, uma outra mensagem apareceu na tela, e novamente como a primeira mensagem, ela já existia no jogo: “Go to the lair of the temple's boss? Yes/No (Ir para o covil do chefe do tempo? Sim/Não)”. Eu parei por um segundo, pensando o que deveria escolher e como o jogo reagiria com isso, quando eu percebi que não poderia escolher “No”. Respirando fundo, apertei “Yes” e a tela mudou para um branco total, com as palavras “Dawn of a New Day (O amanhecer de um Novo Dia)” com o subtítulo "||||||||" abaixo delas. O lugar para onde eu fui transportado me encheu com a sensação mais intensa de temor e medo que eu já senti na minha vida.

O unico jeito de descrever o que eu senti ali, é tendo um sentimento inexplicável de depressão em uma escala muito profunda. Eu não sou uma pessoa depressiva, mas o que eu senti ali foi uma sensação que eu nunca imaginei que existia – foi uma presença muito retorcida e poderosa que parecia me encher com essa depressão.

Eu apareci em algum tipo de versão Twilight-Zone da Clock Town. Andei para fora da Clock Tower (Como você normalmente faz quando começa o Dia 1), somente para descobrir que todos os habitantes tinham sumido. Normalmente com o “Glitch do Dia 4” você ainda pode achar guardas e o cachorro que fica correndo em volta da torre – agora todos eles tinham sumido. O que os substituíram foi a sensação de que tinha algo lá fora, na mesma área que eu, e que estava me observando. Eu tinha somente 4 corações e a Hero’s Bow, mas nesse ponto eu nem considerava mais o meu avatar, eu sentia que eu mesmo estava em algum tipo de perigo. Talvez a coisa mais aterrorizante era a musica – era a Song of Healing, extraída diretamente do jogo, mas tocada ao contrario. A musica ficava cada vez mais alta, te preparando cada vez mais, fazendo você achar que algo irá pular na sua frente a qualquer momento, porem nada aconteceu, e o loop constante começou a mexer com o meu estado mental.

Em alguns momentos eu ouvia a risada do Happy Mask Salesman no fundo, quieto o bastante para que eu ficasse imaginando se estava realmente ouvindo coisas, mas alto o suficiente para me deixar determinado a achá-lo. Eu procurei nas quatro zones da Clock Town, somente para não achar nada... Ninguem. Texturas estavam faltando. Estava literalmente andando no ar em West Clock Town, toda a área parecia... Partida. Partida sem esperanças. Enquanto a Song of Healing ao contrario se repetia por provavelmente a 50º vez, eu me lembro de ficar no meio da South Clock Town, pensando e notando que eu nunca me senti tão sozinho assim em um vídeo game antes.

Enquanto eu andava pela cidade fantasma, eu não sei se foi a combinação das texturas estranhas, da atmosfera do lugar e da melodia tenebrosa que um dia fora uma musica tão pacifica e calmante, e que se tornara uma melodia distorcida e perturbante, mas eu estava literalmente à beira das lagrimas, e não tinha idéia por que. Eu dificilmente choro, mas alguma estranha e poderosa sensação de depressão me deixava desse jeito.

Eu tentei sair da Clock Town, porem toda vez que eu tentava sair, a tela ficava toda preta e eu simplesmente reaparecia em outra area da Clock Town. Eu tentei tocar a minha Ocarina, só queria fugir, e definitivamente NÃO queria mais ficar naquele lugar, mas toda vez que eu tocava a Song of Time ou a Song of Soaring, um texto dizia “Your notes echo far, but nothing happens (Suas notas ecoam longe, porem nada acontece)”. Nesse ponto, era obvio que o jogo não queria que eu saísse, mas eu não tinha idéia porque ele estava me deixando preso lá. Eu não queria entrar nos prédios, eu achava que eu seria muito vulnerável para o que me aguardava lá dentro. Não sei por que, mas me veio a idéia de que se eu me afogasse no Laundry Pool, eu poderia reaparecer em algum outra área e deixar esse lugar.

Enquanto eu corria em direção ao lago, aconteceu.. O Link segurou sua cabeça, e a tela deu um flash por um momento do Happy Mask Salesman sorrindo para mim – não para o Link – para mim, junto com o grito do Skull Kid no fundo e, quando a tela voltou ao normal, eu estava encarando a estatua do Link (Aquela que aparece quando você toca a musica Elegy of Emptiness). Eu gritei, enquanto aquela coisa me encarava com aquela expressão vazia e aterrorizante. Eu me virei e corri de volta para a South Clock Town, e para o meu horror, a porra da estatua ficava me seguindo, como uma sombra horripilante que criara vida. As vezes, em certos intervalos, uma animação da estatua aparecendo atrás de mim acontecia. Era como se aquela merda estivesse me seguindo, ou – eu nem quero pensar nisso – me assombra,



Nesse ponto eu já estava à beira da histeria, mas em nenhum momento a idéia de desligar o meu console passou pela minha cabeça. Eu não sei por que, eu estava tão ligado a isso – o terror era tão real. Tentei mexer na estatua, porem essa merda literalmente reaparecia atrás de mim toda vez. Link começou a fazer algumas animações estranhas que eu nunca tinha visto ele fazer, como retorcer os braços aleatoriamente ou dar espasmos randomicamente por exemplo, e logo em seguida a tela dava um flash do Happy Mask Salesman sorrindo para mim por um momento, antes de eu ficar cara a cara com aquela porra de estatua novamente. Eu acabei correndo para o fundo do Swordmaster’s Dojo, não sei por que, mas no pânico e desespero que eu estava, eu só queria uma garantia de que não estava sozinho ali. Para o meu espanto, não achei ninguém lá, porem enquanto em me virava para ir embora, a estatua me encurralou em um canto da área. Eu tentei atacá-la com a minha espada, mas infelizmente sem sucesso. Confuso, e encurralado em um canto, eu simplesmente fiquei parado olhando para a estatua esperando ela me matar. De repente, a tela deu um flash do Happy Mask Salesman novamente, e do nada, Link se virou para olhar a mim, ao lado da estatua, ficando quase idêntico a ela. Os dois literalmente me encarando.O que sobrara da 4 parede foi completamente quebrado, e eu me via corriendo para fora do Dojo, completamente assustado e aterrorizado. De repente, o jogo me transportou para um túnel subterrâneo, e a musica Song of Healing revertida novamente voltou a tocar. Eu tive um pequeno tempo de “descanso” até a estatua voltar a aparecer atrás de mim... Desta vez agressivamente – Eu podia dar apenas alguns passos até ela aparecer novamente. Rapidamente, eu corri para fora do túnel e fui parar na Southern Clock Town. Enquanto eu corria sem rumo – completamente em pânico – de repente um Redead gritou, e a tela ficou completamente preta, até a o titulo "Dawn of a New Day" e o subtexto "|||||||||" aparecer novamente.

A tela voltou a aparecer, e eu me encontrava no topo da Clock Tower com o Skull Kid flutuando acima de mim novamente, totalmente silencioso. Eu olhei a lua novamente, apenas alguns metros acima de mim, porem o Skull Kid ficava me encarando com uma expressão aterrorizante, e com aquela porra de mascara Em uma tentativa meio desesperada, eu equipei o meu arco e flecha e atirei uma vez no Skull Kid – e eu o acertei (aquela animação dele levando dano aconteceu). Atirei mais duas vezes e, logo depois da 3 flecha, uma caixa de texto apareceu, dizendo “That won’t do you any good. Hee, hee (Isso não vai te fazer nada de bom. Hee, hee)” e de repente, eu fui levantado no ar, levitando pelas minhas costas, e ai o Link gritou, enquanto ele queimava completamente em chamas, instantaneamente o matando.

Eu tomei um puta susto quando isso aconteceu – eu nunca tinha visto esse ataque ser usado por NINGUEM no jogo, e Skull Kid NÃO tinha esses poderes. Enquanto a minha cena de morte acontecia, com o meu corpo sem vida ainda queimando, o Skull Kid riu no fundo e a tela mudou para um preto total, apenas para me fazer reaparecer no mesmo lugar. Eu decidi atacá-lo de outro jeito, mas a mesma coisa aconteceu: O corpo do Link foi levantado do chão por uma força desconhecida e ele imediatamente queimou em chamas novamente, matando-o. Desta vez na minha cena de morte, alguns sons da Song of Healing revertida puderam ser ouvidos. Em minha terceira (e ultima) tentativa, eu notei que não tinha musica tocando dessa vez, somente um silencio suspeito. Então eu finalmente me lembrei que no seu encontro original com o Skull Kid, você deveria usar a Ocarina para, ou viajar de volta no tempo, ou convocar os gigantes. Eu usei a Ocarina e tentei tocar a Song of Time, porem antes que eu pudesse acertar a ultima nota, o corpo de Link novamente explodiu horrivelmente em chamas e ele morreu.

Quando a cena de morte estava chegando ao fim, o video game começou a fazer barulho, como se o cartucho quisesse processar varias coisas de uma só vez ou algo assim... Quando a tela voltou a aparecer, era a mesma cena das 3 primeiras vezes, exceto que desta vez, Link estava morto no chão em uma posição que eu nunca tinha visto antes nesse jogo. Sua cabeça estava virada em direção a câmera, com o Skull Kid flutuando logo acime dele. Eu não conseguia me mover, não conseguia apertar nenhum botão. Tudo que eu podia fazer era olhar para o cadáver de Link. Depois de mais ou menos 30 segundos, o jogo simplesmente muda para uma tela preta, com a mensagem “You’ve met with a terrible fate, haven’t you? (Você se encontrou com um destino terrível, não foi?)” antes de te mandar de volta para a tela de titulo.

Ao voltar a tela de titulo e começar tudo de novo, eu notei que o meu Save File não estava mais lá. Ao invés de “Link”, ele foi trocado por um outro Save File chamado “YOUR TURN (Sua vez)”. “YOUR TURN” tinha 3 corações, 0 mascaras, e não tinha nenhum item. Eu selecionei “YOUR TURN” e imediatamente quando o fiz, eu voltei para a cena do topo da Clock Tower, com o Link morto e o Skull Kid flutuando acima de mim, com sua risada se repetindo novamente. Eu rapidamente apertei o botão “Reset” do vídeo game, e quando o jogo carregou mais uma vez, tinha mais um Save File adicionado, abaixo do “YOUR TURN”, intitulado “BEN”. O Save File de “BEN” estava bem no lugar que ele estava antes que eu apaguei-o, também no Stone Tower Temple com a lua quase caindo.

Eu desliguei o jogo nesse ponto. Não sou supersticioso nem nada, mais isso era MUITO fudido, até pra mim. Eu não joguei esse jogo hoje, caramba, nem consegui dormir direito na noite passada. Eu ficava ouvindo a Song of Healing revertida na minha cabeça e me lembrando da minha sensação de desespero enquanto explorava Clock Town. Eu dirigi hoje de volta até a casa daquele velho para fazer algumas perguntas a ele, junto com um amigo meu (Nem fudendo eu iria voltar pra lá sozinho), apenas para achar uma placa de “VENDE-SE” em frente ao jardim, e quando eu apertei a campainha, ninguém estava em casa.

E agora eu estou aqui novamente, escrevendo o resto dos meus pensamentos e do que aconteceu. Me desculpe se tiverem alguns erros gramaticais, é que eu não estou dormindo direito nesses dias. Estou aterrorizado por este jogo, ainda mais agora que eu estou escrevendo isso e passando por todo o horror uma segunda vez. Porem eu ainda acho que há mais coisas por trás disso tudo, e eu sinto que tem algo me chamando para investigar ainda mais. Eu acho que “BEN” está por trás disso tudo, mas ainda não sei por que, e se eu apenas pudesse conversar com aquele misterioso velho, talvez eu pudesse achar algumas respostas. Preciso de mais 1 dia para me recuperar antes de voltar a jogar o jogo novamente. Ele já tirou uma boa parte da minha sanidade, eu sinto isso, mas da próxima vez que eu jogá-lo, estarei gravando tudo o que se passa. A idéia de gravar aquilo só me veio perto do final, então você vera os últimos minutos do que eu vi (Incluindo Skull Kid e a estatua). O vídeo já esta no Youtube, logo abaixo:



Eu vou postar o que aconteceu e colocar o link do vídeo, mas na noite passada tudo foi muito real pra mim. Acho melhor eu parar de ficar mexendo com isso. Eu desmaiei quase imediatamente após fazer aquele segmento. Porem na noite passada, eu tive um sonho com aquela estatua. Eu sonhei que ela estava me seguindo pelo sonho todo. Eu estava lá numa boa, quando eu sentia os pelos do meu pescoço se arrepiarem. Eu virava e me deparava com aquela coisa... Aquela horrível estatua sem vida ficava me encarando com aqueles seus olhos vazios, diretamente pra mim, somente a alguns centímetros de distancia. No meu sonho, eu me lembro de chamá-la de Ben, e eu nunca tive um sonho assim, em que eu pude sonhá-lo tão vividamente. Mais pelo menos eu consegui dormir um pouco, eu acho.

Hoje, logo após desligar o jogo depois de jogá-lo o mais longe que consegui, eu dirigi de volta até aquela vizinhança para ver se o homem já tinha voltado. Como eu já esperava, o carro ainda estava desaparecido e ninguém estava lá. Enquanto eu caminhava de volta para o meu carro, o homem que estava na casa ao lado cortando a grama desligou o cortador e me se eu estava procurando alguém. Eu disse para ele que estava procurando o homem velho que morava lá, e ele me respondeu o que eu já sabia – ele estava de mudança. Tentando obter mais alguma informação, perguntei se o homem tinha alguma família ou parentes com quem eu poderia conversar. Descobri que este homem nunca foi casado, e nem tinha filhos ou netos por adoção. Começando a ficar preocupado, eu fiz uma ultima pergunta, uma que eu já deveria ter perguntado desde o começo – quem era Ben? A expressão do homem se fechou completamente e então ele me disse que, a quatro casas em direção ao norte, mais ou menos 8 anos atrás no dia 23 de Abril – ele também me disse que sabia da data especifica porque aquela data também era o dia de seu aniversario – aconteceu um terrível acidente na vizinhança com um garoto chamado Ben, pouco depois que seus pais se mudaram para lá. Apesar de tentar obter mais informações sobre o caso, o homem não divulgou mais nada alem disso.

Eu voltei para casa e comecei a jogar novamente. Liguei o jogo e imediatamente tomei um puta susto na tela de titulo, quando a mascara aparece – o barulho que o jogo fez não foi aquele “whoosh” normal de sempre, mas algo com uma freqüência muito mais alta. Eu apertei Start, já me preparando para o pior, mas assim como à 2 noites atrás, os Save Files “Your Turn” e “BEN” foram mostrados.Eu abrir o File de “BEN”, hesitando por um momento quando notei que as estatísticas de jogo não eram as mesmas das de 2 dias atrás. Parecia que ele já tinha zerado a Stone Tower Temple desta vez... Juntando toda a minha coragem, eu o selecionei.

Imediatamente eu fui transportado para o meio do caos completo. Eu já estava do lado de fora da Stone Tower Temple, porem foi isso mesmo que eu já esperava. A zona não era chamada exatamente de Stone Tower Temple, e sim de “St o n e”, e imediatamente quando apareci, uma caixa de dialogo com um monte de palavras sem nexo que eu não entendia, apareceu. O corpo do Link estava distorcido – suas costas estavam violentamente quebradas para o lado de seu corpo. Sua expressão era vazia, quase monótona, era uma expressão que eu nunca tinha visto antes. Era um olhar completamente vazio – como se ele estivesse morto. Enquanto ele ficava lá parado, seu corpo se mexendo irregularmente, eu notei que eu também tinha um item do botão C, que eu nunca tinha visto antes, um tipo de nota, porem apertando o botão, nada acontecia. Vários sons tocavam aleatoriamente, sons que eu não reconhecia do jogo – quase demoníacos de natureza, e também havia um som de muita alta freqüência tocando no fundo, um tipo de risada ou algo assim. Eu tive pouco mais de 2 minutos para explorar o ambiente, antes daquela porra de estatua do voltar a aparecer pra cima de mim, e imediatamente depois disso, o cenário mudou para aquela tela branca com o titulo "Dawn of a New Day", exceto que desta vez, não tinha aquele subtexto "||||||" logo abaixo.

Eu era um Deku Scrub na Clock Town – esta próxima cena normalmente acontecia na primeira vez que você chega lá. Tatl diria “Wh-What Just happened? It’s as if everything has... (O-O que aconteceu? É como se tudo tivesse…)” mas ao inves de normalmente terminar a frase dizendo “Started over (Recomeçado)”, ela terminou por ai, com o texto incompleto, enquanto a risada do Happy Mask Salesman se repetia no fundo. Eu fui trazido de volta ao controle do meu personagem, porem de um ângulo de câmera todo fudido – Eu estava olhando por detrás da porta da Clock Tower, observando o meu personagem correr em volta como um Deku Scrub. Vendo como eu realmente não podia ir à lugar nenhum porque não conseguia ver merda nenhuma, eu entrei, contra o meu próprio gosto, na porta. Lá dentro, eu fui saudado pelo Happy Mask Salesman, que simplesmente me disse “You’ve met with a terrible fate, haven’t you?”, antes da tela ficar toda branca.

Eu reapareci em Termina, como um humano novamente. Eu poderia muito bem não estar jogando mais o mesmo jogo – eu estava sendo tele transportado por todos os lados e não tinha mais sinal de um relógio, nem botões, nem nada. O HUD tinha sumido completamente. Parei por um momento para recuperar o meu fôlego enquanto olhava em volta no campo, e imediatamente eu percebi que aquilo não era normal. Não tinha nenhum inimigo por perto, e uma versão macabra do tema do Happy Mask Salesman estava tocando no fundo. Decidi correr em direção à Woodfall, quando notei 3 figuras misteriosas lá pro fundo – uma delas sendo a Epona. Enquanto em me aproximava delas, para o meu horror, me deparei com o Happy Mask Salesman, o Skull Kid e a estatua, só parados ali. Primeiramente eu achei que eles só estivessem bugados, mas agora eu acho que deveria ter pensado melhor naquela hora. De qualquer maneira, eu me aproximei deles cuidadosamente e notei que o Skull Kid estava tendo uma animação meio que em loop, e o mesmo com a Epona. A estatua estava lá fazendo o que sempre fez desde o começo – somente parada lá com um olhar horripilante. Foi o Happy Mask Salesman que me assustou profundamente, bem mais do que os outros 2.

Ele também estava horripilante, com aquele sorriso de merda na no meio da cara, mas onde quer que eu me movia, sua cabeça lentamente virava e me seguia. Eu não tinha tido nenhum dialogo e nem entrado em combate com ele, porem mesmo assim sua cabeça lentamente seguia todos os meus movimentos. Lembrando do meu primeiro encontro com Skull Kid no topo da Clock Tower, eu equipei a minha Ocarina e tentei tocar uma musica que eu ainda não tinha tocado – o próprio tema do Happy Mask Salesman e a mesma musica que estava tocando em um intenso loop, de volta no Dia 4 – a Song of Healing.

Eu terminei de tocar a musica e quando o fiz, um barulho de estourar os tímpanos saiu de minha TV, e então o céu começou a dar vários flashes muito rápidos, enquanto a musica macabra do Happy Mask Salesman acelerava cada vez mais, intensificando o medo dentro de mim. Então Link explodiu em chamas e morreu. As 2 figuras ficaram “destacadas” durante a minha cena de morte, enquanto elas observavam o meu cadáver se queimar. Eu não consigo descrever aqui como foi súbita a transição do medo para o terror. Você terá que ver o vídeo mesmo se quiser realmente saber o medo que eu senti. Foi o mesmo medo que me deixou com aquela insônia à 2 dias atrás, e ele estava começando a se proliferar novamente, enquanto eu era saudado pelo texto “You’ve met with a terrible fate, haven’t you?” pela terceira vez. Tinha alguma coisa suspeita por trás daquele texto.

Eu tive pouco tempo para refletir sobre o que havia acontecido, já que imediatamente aparecia outra pequena cut-scene do Link se transformando em um Zora, e então eu reapareci em Great Bay Temple. Hesitante, mas curioso para ver o que o jogo reservava para mim, eu lentamente fui em direção à praia, onde encontrei Epona. Eu me perguntava por que diabos o jogo tinha colocá-la ali. Será que o jogo estava tentando me dizer que ela estava querendo beber alguma coisa? Incapaz de tirar a máscara, eu decidi que montar o cavalo não fora o a razão pela qual ela foi colocada lá.

De repente eu percebi que a Epona ficava relinchando, e a maneira e o ângulo como ela fora colocada fez parecer como se ela estava apontando alguma coisa em direção ao mar. Foi só um palpite, mas mesmo assim, eu mergulhei em Great Bay e comecei a nadar. De repente, eu encontrei alguma coisa no fundo do oceano que eu quase não vi de primeira; uma ultima estatua. Desci para examiná-la e de repente, meu Zora começou a fazer uma animação de asfixia eu nunca havia visto um Zora fazer antes – o que nem sequer faz sentido, já que o Zora pode respirar sem problemas embaixo da água. Independentemente disso, meu personagem foi se afogando até morrer, e novamente a estátua era a única coisa que se destacava em minha tela de morte. Eu não reapareci desta vez; ao invés disso, eu fui levado de volta para o menu principal, como se eu tivesse reiniciado o console.

A tela de "Press Start" apareceu, e eu já sabia que a única razão que o jogo me colocara ali era porque os arquivos haviam mudado novamente. Respirando fundo, eu apertei Start, e aparentemente eu estava certo. Os novos arquivos me falaram um pouco mais sobre Ben. Agora fazia sentido o porque da estátua ter aparecido quando eu tentei ir para Laundry Pool - o jogo deve ter antecipado como eu teria tentado escapar do Dia 4 da Clock Town. Os dois arquivos salvos me disseram sobre o seu destino. Como eu suspeitava, Ben estava morto. Ele havia se afogado, já que o nome do outro arquivo era DROWNED. O jogo, obviamente, não estava satisfeito comigo – ele me provocava com os novos arquivos salvos, ele quer que eu continue jogando, ele quer que eu vá ainda mais longe, mas eu já estou cheio dessa merda. Eu não vou mais tocar nestes arquivos. Isto é horrível demais para mim e eu nem sequer acredito no paranormal, mas agora eu estou ficando sem explicações. Por que alguém me enviaria esta mensagem? Eu não entendo, mas fico muito deprimido pensando nisso. A gravação está aqui em cima para aqueles que quiserem vê-la e tentar analisá-la (talvez haja algum tipo de mensagem codificada naquelas vozes sem significado ou algo simbólico no meio de tudo isso – No momento eu estou muito esgotado emocional e mentalmente para mexer ainda mais com essas merdas).



Eu sei que ainda é muito cedo; fiquei acordado a noite toda, não consigo dormir, e eu não me importo sobre as pessoas verem isso, pois eu só quero a palavra espalhar a palavra, para não sofrer a toa. Perdi toda a minha vontade para escrever sobre isso. Quanto menos eu me debruçar sobre isso, melhor. Eu acho que o vídeo fala por si só. Eu fiz o que vocês me disseram para fazer: toquei a musica Elegy of Emptiness no primeiro pedido do jogo, mas eu acho que isso é apenas o que o jogo ou o Ben (Jesus Cristo, eu não posso acreditar que eu estou mesmo pensando na idéia absurda de que ele existe dentro do jogo) queria que eu fizesse. Ele está me seguindo agora, não apenas no jogo. Ele está nos meus sonhos. Eu o vejo o tempo todo, nas minhas costas, apenas me observando. Eu não tenho ido para nenhuma das minhas aulas. Fiquei no meu quarto com as janelas e as cortinas fechadas – desta maneira, pelo menos, eu sei que ele não pode me observar. Mas ele ainda me acha quando eu jogo. Quando jogo, ele ainda pode me ver. O jogo está me assustando agora. Ele conversou comigo pela primeira vez - e não apenas usando os textos que já estão no jogo - ele falou comigo. Falou comigo. Ele referenciou o Ben. Eu não sei o que significa. Eu não sei o que quer. Nunca quis isso, só quero minha vida de volta.

Coisas como estas não acontecem com pessoas como eu. Eu sou apenas uma criança, nem mesmo tenho idade suficiente para beber ainda. Não é justo, eu quero ir para casa, quero ver meus pais de novo, eu estou tão longe de casa aqui neste colégio... Só quero abraçar minha mãe outra vez. Só quero esquecer o rosto horrível e sem vida daquela estátua. Meu arquivo antigo do jogo estava de volta - do jeito que eu havia deixado-o antes dele ter sido deletado. Eu não quero mais jogar. Sinto que algo ruim vai acontecer se eu parar, mas isso é impossível! É apenas um jogo - assombrado ou não, não pode me machucar, não é? Sério mesmo, ele NÃO pode, não é? Isso é o que eu continuo dizendo a mim mesmo, mas cada vez que eu penso sobre isso, eu não tenho tanta certeza assim.





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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Gabriek em Dom 12 Maio 2013, 02:12

A casa sem fim:


Deixe-me começar dizendo que Peter Terry era viciado em heroína. Nós éramos amigos na faculdade e continuamos sendo após eu ter me formado. Note que eu disse "eu". Ele largou depois de 2 anos mal feitos. Depois que eu me mudei do dormitório para um pequeno apartamento, não via Peter com muita frequência. Nós costumávamos conversar online as vezes (AIM era o rei na época pré-facebook). Houve um tempo que ele não ficou online por cinco semanas seguidas. Eu não estava preocupado. Ele era um notável viciado em cocaína e drogas em geral, então eu assumi que ele apenas parou de se importar. Mas então, uma noite, eu o vi entrando. Antes que eu pudesse começar uma conversa, ele me mandou uma mensagem.

"David, cara, nós precisamos conversar."

Foi quando ele me disse sobre a Casa sem Fim. Ela tinha esse nome pois ninguém nunca alcançou a saída final. As regras eram bem simples e clichês: chegue na saída final e você ganha 500 dólares, nove cômodos no total. A casa estava localizada fora da cidade, aproximadamente 7km da minha casa. Aparentemente ele tentou e falhou. Ele era viciado em heroína e sabe lá em mais o que, então eu imaginei que as drogas tinham feito ele se cagar todo por causa de um fantasma de papel ou algo assim. Ele me disse que seria demais pra qualquer um. Que não era normal. Eu não acreditei nele. Por que eu deveria? Eu disse a ele que iria checar isso na outra noite, e não importava o quanto ele tentasse me fazer não ir, 500 dólares soava bom demais pra ser verdade, eu precisava tentar. Fui na noite seguinte. Isso foi o que aconteceu.

Quando eu cheguei, imediatamente notei algo estranho sobre a casa. Você já viu ou leu algo que não deveria te assustar, mas por alguma razão te gelava a espinha? Eu andei através da construção e o o sentimento de mal estar apenas aumentou quando eu abri a porta da frente.

Meu coração desacelerou e soltei um suspiro aliviado assim que entrei. O cômodo parecia como uma entrada de um hotel normal decorada para o Halloween. Um sinal foi colocado no lugar onde deveria ter um funcionário. Se lia "Quarto 1 por aqui. Mais oito a seguir. Alcance o final e você vence!" Eu ri e fui para a primeira porta.

A primeira área era quase cômica. A decoração lembrava o corredor de Halloween de um K-Mart, cheia de fantasmas de lençol e zumbis robóticos que soltavam um grunhido estático quando você passava. No outro lado tinha uma saída, a única porta além da qual eu entrei. Passei através das falsas teias de aranha e fui para o segundo quarto.

Fui recebido por uma névoa assim que abri a porta do segundo quarto. O quarto definitivamente apostou alto nos termos de tecnologia. Não havia apenas uma máquina de fumaça, mas morcegos pendurados pelo teto e girando em círculos. Assustador. Eles pareciam ter em algum lugar da sala, uma trilha sonora em loop de Halloween que qualquer um encontra em uma loja de R$1,99. Eu não vi um rádio, mas imaginei que eles tenham usado um sistema de PA. Eu pisei em cima de alguns ratos de brinquedo com rodinhas e andei com o peito inchado para a próxima área. Eu alcancei a maçaneta e meu coração parou. Eu não queria abrir essa porta. O sentimento de medo bateu tão forte que eu mal conseguia pensar. A lógica voltou depois de alguns momentos aterrorizantes, e eu abri a porta e entrei no próximo cômodo.

No quarto 3 foi quando as coisas começaram a mudar.

A primeira vista, parecia como um quarto normal. Havia uma cadeira no meio do quarto com piso de madeira. Uma lâmpada no canto fazia o péssimo trabalho de iluminar a área, e lançava algumas sombras sobre o chão e as paredes. Esse era o problema. Sombras. Plural. Com a exceção da cadeira, havia outras. Eu mal tinha entrado e já estava apavorado. Foi naquele momento que eu soube que algo não estava certo. Eu nem sequer pensava quando automaticamente tentei abrir a porta de qual eu vim. Estava trancada pelo outro lado.

Isso me deixou atormentado. Alguém estava trancando as portas conforme eu progredia? Não havia como. Eu teria ouvido. Seria uma trava mecânica que fechava automaticamente? Talvez. Mas eu estava muito assustado pra pensar. Eu me voltei para o quarto e as sombras tinham sumido. A sombra da cadeira permaneceu, mas as outras se foram. Comecei a andar lentamente. Eu costumava alucinar quando era criança, então eu conclui que as sombras eram um produto da minha imaginação. Comecei a me sentir melhor assim que fui para o meio da sala. Olhei para baixo enquanto andava, e foi aí que eu vi. A minha sombra não estava lá. Eu não tive tempo para gritar. Corri o mais rápido que pude para a outra porta e me atirei sem pensar no próximo quarto.

O quarto cômodo foi possivelmente o mais perturbador. Assim que eu fechei a porta, toda a luz pareceu ser sugada para fora e colocada no quarto anterior. Eu fiquei ali, rodeado pela escuridão, e não conseguia me mexer. Não tenho medo do escuro, e nunca tive, mas eu estava absolutamente aterrorizado. Toda a minha visão tinha me deixado. Eu ergui minha mão na frente do meu rosto e se eu não soubesse que tinha feito isso, nunca seria capaz de contar. Não conseguia ouvir nada. Estava um silêncio mortal. Quando você está em uma sala à prova de som, ainda é capaz de se ouvir respirar. Você consegue ouvir a si mesmo estar vivo. Eu não podia. Comecei a tropeçar depois de alguns momentos, a única coisa que eu podia sentir era meu coração batendo rapidamente. Não havia nenhuma porta à vista. Eu não tinha nem sequer certeza se havia uma porta mesmo. O silêncio foi quebrado por um zumbido baixo.

Senti algo atrás de mim. Vire-me bruscamente mas mal conseguia ver meu nariz. Mas eu sabia que era lá. Independentemente do quão escuro estava, eu sabia que tinha algo lá. O zumbido ficou mais alto, mais perto. Parecia me cercar, mas eu sabia que o que quer que estivesse causando o barulho, estava na minha frente, se aproximando. Dei um passo para trás, eu nunca tinha sentido esse tipo de medo. Eu realmente não consigo descrever o verdadeiro medo. Não estava nem com medo de morrer, mas sim do modo que isso ia acontecer. Tinha medo do que a coisa reservara para mim. Então as luzes piscaram por menos de um segundo e eu vi. Nada. Eu não vi nada e eu sei que eu não vi nada lá. O quarto estava novamente mergulhado na escuridão, e o zumbido era agora um guincho selvagem. Eu gritei em protesto, não conseguiria ouvir o barulho por mais um maldito minuto. Eu corri para trás, longe do barulho, e comecei a procurar pela maçaneta. Me virei e cai dentro do quarto 5.

Antes que eu descreva o quarto 5, você deve entender algo. Eu não sou um viciado. Nunca tive história de abuso de drogas ou qualquer tipo de psicoses além das alucinações na minha infância que eu já mencionei, e elas eram apenas quando eu estava realmente cansado ou tinha acabado de acordar. Eu entrei na Casa sem Fim limpo.

Depois de cair do quarto anterior, minha visão do quinto quarto foi de costas, olhando pro teto. O que eu vi não me assustou, apenas me surpreendeu. Árvores tinha crescido no quarto e se erguiam acima da minha cabeça. O teto desse quarto era mais alto que os outros, o que me fez pensar que eu estava no centro da casa. Me levantei do chão, me limpei e olhei ao redor. Era definitivamente o maior quarto de todos. Eu sequer conseguia ver a porta de onde eu estava, os vários arbustos e árvores devem ter bloqueado a minha linha de visão da saída. Nesse momento eu notei que os quartos estavam ficando mais assustadores, mas esse era um paraíso em comparação ao último. Também assumi que o que estava no quarto quatro ficou lá. Eu estava incrivelmente errado.


Conforme eu andava, comecei a ouvir o que se poderia ouvir em uma floresta, o barulho dos insetos se movendo e dos pássaros voando pareciam ser as minhas únicas companhias nesse quarto. Isso foi o que mais me incomodou. Eu podia ouvir os insetos e os outros animais, mas não conseguia vê-los. Comecei a me perguntar quão grande essa casa era. De fora, quando eu caminhei até ela, parecia como uma casa normal. Era definitivamente na maior parte da casa, já que tinha quase uma floresta inteira. A abóbada cobria minha visão do teto, mas eu assumi que ele ainda estava lá, por mais alto que fosse. Eu também não via nenhuma parede. A única maneira que eu sabia que ainda estava dentro da casa era por causa do chão compatível com o dos outros quartos, pisos escuros de madeira. Continuei andando na esperança que a próxima árvore que eu passasse revelaria a porta. Depois de alguns momento de caminhada, senti um mosquito no meu braço. O espantei e continuei. Um segundo depois, senti cerca de dez mais deles em diferentes lugares da minha pele. Senti eles rastejarem para cima e para baixo nos meus braços e pernas, e algum deles foram para o meu rosto. Eu me agitava freneticamente para espantá-los mas eles continuavam rastejando. Eu olhei para baixo e soltei um grito abafado, mais um ganido, para ser honesto. Eu não vi um único inseto. Nenhum inseto estava em mim, mas eu conseguia senti-los. Eu ouvia eles voando pelo meu rosto e picando a minha pele, mas não conseguia ver um único inseto. Me joguei no chão e comecei a rolar descontroladamente. Eu estava desesperado. Eu odiava insetos, especialmente os que eu não conseguia ver ou tocar. Mas eles conseguiam me tocar, e estavam por toda parte.

Eu comecei a rastejar. Não tinha ideia para onde estava indo, a entrada não estava a vista, e eu ainda não tinha visto a saída. Então eu apenas rastejei, minha pele se contorcendo com a presença desses insetos fantasmas. Depois do que pareceu horas, eu achei a porta. Agarrei a árvore mais próxima e me apoiei nela, eu dava tapas nos meus braços e pernas, sem sucesso. Tentei correr mas não conseguia, meu corpo estava exausto de rastejar e lidar com o que quer que estivesse no meu corpo. Eu dei alguns passos vacilantes até a porta, me segurando em cada árvore para me apoiar. Estava a poucos passos da porta quando eu ouvi. O zumbido baixo de antes. Estava vindo do próximo quarto, e era mais profundo. Eu podia quase senti-lo dentro do meu corpo, como quando você está do lado de um amplificador em um show. O sensação dos insetos em mim diminuiu quando o zumbido ficou mais alto. Assim que eu coloquei a mão na maçaneta, os insetos se foram completamente, mas eu não conseguia girar a maçaneta. Eu sabia que se eu soltasse, os insetos voltariam, e eu não voltaria para o cômodo quatro. Eu apenas fiquei ali, minha cabeça pressionada contra a porta marcada 6, minha mão trêmula segurando a maçaneta. O zumbido era tão alto que eu não conseguia nem me ouvir fingir pensar. Eu não podia fazer nada além de prosseguir. O quarto 6 era o próximo, e ele era o inferno.

Fechei a porta atrás de mim, meus olhos fechados e meus ouvidos zunindo. O zumbido me rodeava. Assim que a porta fechou, o zumbido se foi. Abri meus olhos e a porta que eu fechei sumira. Era apenas uma parede agora. Olhei em volta em choque. O quarto era idêntico ao terceiro, a mesma cadeira e lâmpada, mas com a quantidade de sombras corretas dessa vez. A única real diferença é que a porta de saída, e a que eu vim, tinham sumido. Como eu disse antes, eu não tinha problemas anteriores nos termos de instabilidade mental, mas no momento eu sentia como se estivesse louco. Eu não gritei. Não fiz um som. No começo eu arranhei suavemente. A parede era resistente, mas eu sabia que a porta estava lá, em algum lugar. Eu apenas sabia que estava. Arranhei onde a maçaneta estava. Arranhei a parede freneticamente com ambas as mãos, minhas unhas começaram a ser lixadas pela parede. Cai silenciosamente de joelho, o único som no quarto era o incessante arranhar contra a parede. Eu sabia que estava lá. A porta estava lá, eu sabia que estava apenas lá, sabia que se eu pudesse passar pela parede-

"Você está bem?"

Pulei do chão e me virei rapidamente. Me encostei contra a parede atrás de mim e vi o que falou comigo, e até hoje eu me arrependo de ter me virado.

A garotinha usava um vestido branco que descia até seus tornozelos. Ela tinha longos cabelos loiros que desciam até o meio das suas costas, pele branca e olhos azuis. Ela era a coisa mais assustadora que eu já tinha visto, e eu sei que nada na vida será tão angustiante como o que eu vi nela. Enquanto eu a olhava, eu via a jovem menina, mas também via algo mais. Onde ela estava eu vi o que parecia com um corpo de um homem maior do que o normal e coberto de pelos. Ele estava nu da cabeça ao dedão do pé, mas sua cabeça não era humana, e seus pés eram cascos. Não era o diabo, mas naquele momento poderia muito bem ter sido. Sua cabeça era a cabeça de um carneiro e o focinho de um lobo. Era horrível, e era como a menininha a minha frente. Eles tinham a mesma forma. Eu não consigo realmente descrever, mas eu via os dois ao mesmo tempo. Eles compartilhavam o mesmo lugar do quarto, mas era como olhar para duas dimensões separadas. Quando eu olhava a menina, eu via a coisa, e quando eu olhava a coisa, eu via a menina. Eu não conseguia falar. Eu mal conseguia ver. Minha mente estava se revoltando contra o que eu tentava processar. Eu já tive medo antes na minha vida, e eu nunca tinha estado mais assutado do que quando fiquei preso no quarto 4, mas isso foi antes do sexto. Eu apenas fiquei ali, olhando para o que quer que fosse que falou comigo. Não havia saída. Eu estava preso lá com aquilo. E então ela falou de novo.

"David, você deveria ter ouvido"

Quando aquilo falou, eu ouvi palavras da menina, mas a outra coisa falou atrás da minha mente numa voz que eu não tentarei descrever. Não havia nenhum outro som. A voz apenas continuava repetindo a frase de novo e de novo na minha mente, e eu concordei. Eu não sabia o que fazer. Estava ficando louco e ainda assim eu não conseguia tirar os olhos do que estava na minha frente. Cai no chão. Pensei que tinha desmaiado, mas o quarto não deixaria isso acontecer. Eu apenas queria que isso terminasse. Eu estava de lado, meus olhos bem apertos e a coisa olhando pra mim. No chão na minha frente estava correndo um dos ratos de brinquedo do segundo quarto. A casa estava brincando comigo. Mas por alguma razão, ver esse rato fez a minha mente voltar de onde quer que ela estivesse, e olhar ao redor do quarto. Eu sairia de lá. Estava determinado a sair daquela casa e nunca mais pensar sobre ela novamente. Eu sabia que esse quarto era o inferno e não estava pronto para ficar lá. No começo apenas meus olhos se moviam. Eu procurava nas paredes por qualquer tipo de abertura. O quarto não era muito grande, então não demorou muito para que eu checasse tudo. O demônio continuava zombando de mim, a voz cada vez mais alta como a coisa parada lá. Coloquei minha mão no chão e fiquei de quatro, e voltei a explorar a parede atrás de mim. Então eu vi algo que eu não podia acreditar. A coisa estava agora diretamente nas minhas costas, sussurrando como eu não deveria ter vindo. Eu senti sua respiração na minha nuca, mas me recusei a me virar. Um grande retângulo foi riscado na madeira, com um pequeno entalhe no meio dele. E bem em frente aos meus olhos eu vi um 7 que eu tinha inconscientemente feito na parede. Eu sabia o que era. Quarto 7 estava bem onde o quarto 5 estava a momentos atrás.

Eu não sabia como eu tinha feito aquilo, talvez tenha sido apenas o meu estado no momento, mas eu tinha criado a porta. Eu sabia que tinha. Na minha loucura eu tinha riscado na parede o que eu mais precisava, uma saída para o próximo quarto. O quarto 7 estava perto. Eu sabia que o demônio estava bem atrás de mim, mas por alguma razão, ele não conseguia me tocar. Fechei meus olhos e coloquei ambas as mãos no grande 7 na minha frente. E empurrei. Empurrei o mais forte que pude. O demônio agora gritava nos meus ouvidos. Ele e dizia que eu nunca iria embora. Me dizia que esse era o fim, mas que eu não iria morrer, eu iria ficar lá no quarto 6 com ele. Eu não iria. Empurrei e gritei com todo o meu fôlego. Eu sabia que alguma hora eu iria atravessar a parede. Cerrei meus olhos e gritei, e então o demônio se foi. Eu fui deixado no silêncio. Me virei lentamente e fui saudado com o quarto estando como estava quando eu entrei, apenas uma cadeira e uma lâmpada. Eu não podia acreditar nisso, mas não tive tempo de me habituar. Me virei para o 7 e pulei levemente para trás. O que eu vi foi uma porta. Não a que eu tinha riscado lá, mas uma porta normal com um grande 7 nela. Todo o meu corpo tremia. Me levou um tempo para girar a maçaneta. Eu apenas fiquei lá, parado por um tempo, encarando a porta. Eu não podia ficar no quarto 6, não podia. Mas se isso foi apenas o quarto 6, não conseguia imaginar o que me aguardava no 7. Devo ter ficado lá por uma hora, apenas olhando para o 7. Finalmente, respirei fundo e girei a maçaneta, abrindo a porta para o quarto 7.

Cambaleei através da porta mentalmente exausto e fisicamente fraco. A porta atrás de mim se fechou, e eu me toquei de onde estava. Eu estava fora. Não fora como no quarto 5, eu estava realmente lá fora. Meus olhos ardiam. Eu queria chorar. Cai de joelhos e tentei, mas não consegui. Eu estava finalmente fora daquele inferno. Nem sequer me importava com o prêmio que foi prometido. Me virei e vi que porta que eu tinha acabado de atravessar era a entrada. Andei até o meu carro e dirigi para casa, pensando em o quão bom seria tomar um banho.

Assim que cheguei em casa, me senti desconfortável. A alegria de deixar a Casa Sem Fim tinha sumido, e um temor crescia lentamente em meu estômago. Parei de pensar nisso e fiz meu caminho para a porta da frente. Entrei e imediatamente subi para o meu quarto. Eu entrei lá e na minha cama estava meu gato Baskerville. Ele foi a primeira coisa viva que eu vi aquela noite, e fui fazer carinho nele. Ele sibilou e bateu na minha mão. Recuei em choque, ele nunca tinha agido assim. Eu pensei "tanto faz, ele é um gato velho". Fui para o banho e me aprontei para o que eu esperava ser uma noite de insônia.

Depois do meu banho, fui cozinhar algo. Desci as escadas e me virei para a sala de estar, e vi o que ficaria para sempre gravado em minha mente. Meus pais estavam deitados no chão, nus e cobertos de sangue. Foram mutilado ao ponto de estarem quase identificáveis. Seus membros foram removidos e colocados do lado dos seus corpos, e suas cabeças em seus peitos, olhando para mim. A pior parte eram suas expressões. Eles sorriam, como se estivessem felizes em me ver. Vomitei e comecei a chorar lá mesmo. Eu não sabia o que tinha acontecido, eles nem sequer moravam comigo. Eu estava confuso. E então eu vi. Uma porta que nunca esteve lá antes. Uma porta com um grande 8 riscado com sangue nela.

Eu continuava na casa. Estava na minha sala de estar, mas ainda assim, no quarto 7. O rosto dos meus pais sorriram mais assim que eu percebi isso. Eles não eram meus pais, não podiam ser. Mas pareciam exatamente como eles. A porta marcada com um 8 estava do outro lado, depois dos corpos mutilados na minha frente. Eu sabia que tinha que continuar, mas naquele momento eu desisti. Os rostos sorridentes acabaram comigo, me seguravam lá onde eu estava. Vomitei novamente e quase entrei em colapso. E então, o zumbido voltou. Estava mais alto do que nunca, enchia a casa e tremia as paredes. O zumbido me obrigou a andar. Comecei a andar lentamente, indo em direção a porta e aos corpos. Eu mal conseguia ficar em pé, ainda mais andar, e quanto mais perto eu ia dos meus pais, mais perto do suicídio eu estava. As paredes agora tremiam tanto que parecia que desmoronariam, mas ainda assim os rostos sorriam para mim. Cada vez que eu me movia, os olhos me seguiam. Agora eu estava entre os dois corpos, a alguns metros da porta. As mãos desmembradas rastejaram em minha direção, o tempo todo os rostos continuavam a me olhar fixamente. Um novo terror tomou conta de mim e eu andei mais rápido. Eu não queria ouvir eles falarem. Não queria que as vozes fossem iguais a dos meus pais. Eles começaram a abrir suas bocas, e agora as mãos estavam a centímetros dos meus pés. Em um movimento desesperado, corri até a porta, a abri, e bati com ela atrás de mim. Quarto 8.

Eu estava farto. Depois do que acabara de acontecer, eu sabia que não tinha mais nada que essa *** de casa pudesse ter que eu não pudesse sobreviver. Não havia nada além do fogo do inferno que eu não estava preparado. Infelizmente eu subestimei as capacidades da Casa Sem Fim. Infelizmente, as coisas ficaram mais perturbadoras, mais terríveis e mais indescritíveis no quarto 8.

Eu continuo tendo dificuldade me acreditar no que eu vi na sala 8. De novo, o quarto era uma cópia do quarto 6 e 4, mas sentado na cadeira normalmente vazia, estava um homem. Depois de alguns segundos de descrença, minha mente finalmente aceitou o fato de que o homem sentado lá era eu. Não alguém que parecia comigo, ele era David Williams. Me aproximei. Eu tinha que dar uma olhada melhor, mesmo tendo certeza disso. Ele olhou para mim e notei lágrimas em seus olhos.

"Por favor.... por favor, não faça isso. Por favor, não me machuque."

"O que?" Eu disse. "Quem é você? Eu não vou te machucar."

"Sim, você vai" Ele soluçava agora. "Você vai me machucar e eu não quero que você faça isso." Ele colocou suas pernas para cima na cadeira e começou a se balançar para frente e para trás. Foi realmente bem patético de olhar, principalmente por ele ser eu, idêntico em todos os sentidos.

"Escute, quem é você?" Eu estava agora apenas a alguns metros do meu doppelganger. Foi a mais estranha experiência que eu tive, estar lá falando comigo mesmo. Eu não estava assustado, mas ficaria logo. "Por que você-?"

"Você vai me machucar, você vai me machucar, se você quer sair você vai me machucar"

"Por que você está falando isso? Apenas se acalme, certo? Vamos tentar entender isso e-" E então eu vi. O David sentado lá estava usando as mesmas roupas que eu, exceto por uma pequena mancha vermelha bordada em sua camisa com um número 9"

"Você vai me machucar, você vai me machucar, não, por favor, você vai me machucar..."

Meus olhos não deixaram o pequeno número no seu peito. Eu sabia exatamente o que era. As primeiras portas foram simples, mas depois elas ficaram mais ambíguas. 7 foi arranhada na parede pelas minhas próprias mãos. 8 foi marcada com o sangue dos meus pais. Mas 9 - esse número era uma pessoa, uma pessoa viva. E o pior, era uma pessoa que parecia exatamente comigo.

"David?" Eu tive que perguntar.

"Sim... você vai me machucar, você vai me machucar..." Ele continuo a soluçar e a se balançar. Ele respondeu ao David. Ele era eu, até a voz. Mas aquele 9. Eu andei por alguns minutos enquanto ele chorava em sua cadeira. O quarto não tinha nenhuma porta, e assim como o 6, a porta da qual eu vim tinha sumido. Por alguma razão, eu sabia que arranhar não me levaria a nenhum lugar dessa vez. Estudei as paredes e o chão em volta da cadeira, abaixando a minha cabeça e vendo se tinha algo embaixo dela. Infelizmente, tinha. Embaixo da cadeira tinha uma faca. Junto com ela tinha uma nota onde se lia: Para David - Da Gerência.

A sensação em meu estômago quando eu li a nota foi algo sinistro. Eu queria vomitar, e a última coisa que eu queria fazer era remover a faca debaixo da cadeira. O outro David continuava a soluçar incontrolavelmente. Minha mente girava em volta de questões sem respostas. Quem colocou isso aqui e como sabiam meu nome? Sem mencionar o fato de que eu estava ajoelhado no chão frio e também estava sentado naquela cadeira, soluçando e pedindo para não ser machucado por mim mesmo. Isso tudo era muito para processar. A casa e a gerência estavam brincando comigo esse tempo todo. Meus pensamentos, por alguma razão, foram para Peter, e se ele chegou tão longe ou não. E se ele chegou, se ele conheceu um Peter Terry soluçando nesta cadeira, se balançando para frente e para trás. Eu expulsei esses pensamentos da minha cabeça, eles não importavam. Eu peguei a faca debaixo da cadeira e imediatamente o outro David se calou.

"David," ele disse na minha voz, "o que você pensa que vai fazer?"

Me levantei do chão e apertei a faca na minha mão.

"Eu vou sair daqui."

David continuava sentado na cadeira, mas estava bem calmo agora. Ele olhou pra mim com um sorriso fraco. Eu não sabia se ele iria rir ou me estrangular. Lentamente ele se levantou da cadeira e ficou de frente para mim. Era estranho. Sua altura e até a maneira que ele estava eram iguais a mim. Eu senti o cabo de borracha da faca na minha mão e apertei ela mais forte. Eu não sabia o que planejava fazer com isso, mas sentia que eu ia precisar dela.

"Agora" sua voz era um pouco mais profunda que a minha. "Eu vou te machucar. Eu vou te machucar e eu vou te manter aqui" Eu não respondi. Eu apenas o ataquei e o segurei no chão. Eu tinha montado nele e olhei para baixo, faca apontada e preparada. Ele olhou para mim apavorado. Era como se eu estivesse olhando para um espelho. E então, o zumbido retornou, baixo e distante, mas ainda assim eu o sentia no meu corpo. David olhou mim e eu olhei para mim mesmo. O zumbido foi ficando mais alto, e eu senti algo dentro de mim se romper. Com apenas um movimento, eu enfiei a faca na marca em seu peito e rasguei. A escuridão inundou o quarto, e eu estava caindo.

A escuridão em volta de mim era diferente de tudo que eu já tinha experimentado até aquele ponto. O Quarto 3 era escuro, mas não chegou nem perto dessa que tinha me engolido completamente. Depois de um tempo, eu não tinha nem mais certeza se continuava caindo. Me sentia leve, coberto pela escuridão. E então, uma tristeza profunda veio até mim. Me senti perdido, deprimido, suicida. A visão dos meus pais entrou na minha mente. Eu sabia que não era real, mas eu tinha visto aquilo, e a mente tem dificuldades em diferenciar o que é real e o que não é. A tristeza só aumentava. Eu estava no quarto 9 pelo que parecia dias. O quarto final. E era exatamente o que isso era, o fim. A Casa Sem Fim tinha um final, e eu tinha alcançado isso. Naquele momento, eu desisti. Eu sabia que eu estaria naquele estado pra sempre, acompanhado por nada além da escuridão. Nem o zumbido estava lá para me manter são. Eu tinha perdido todos os sentidos. Não conseguia sentir eu mesmo. Não conseguia ouvir nada, a visão era inútil aqui, e eu procurei por algum gosto na minha boca e não achei nada. Me senti desencarnado e completamente perdido. Eu sabia onde eu estava. Isso era o inferno. O Quarto 9 era o inferno. E então aconteceu. Uma luz. Uma dessas luzes estereotipadas no fim do túnel. Então eu senti o chão vir até mim, eu estava em pé. Depois de um momento ou dois para reunir meus pensamentos e sentidos, eu andei lentamente em direção a essa luz.

Assim que eu me aproximei da luz, ela tomou forma. Era uma luz saindo da fenda de uma porta, dessa vez sem nenhuma marca. Eu lentamente andei através da porta e me encontrei de volta onde eu comecei, no lobby da Casa Sem Fim. Estava exatamente como eu deixei. Continuava vazia, continuava decorada com enfeites infantis de Halloween. Depois de tudo o que aconteceu aquela noite, eu continuava desconfiado de onde eu estava. Depois de alguns momentos de normalidade, eu olhei em volta tentando achar qualquer coisa diferente. Na mesa estava um envelope branco com o meu nome escrito nele. Muito curioso, mas ainda assim cauteloso, juntei coragem para abrir o envelope. Dentro estava uma carta escrita à mão.

David Williams,

Parabéns! Você chegou ao final da Casa Sem Fim! Por favor, aceite esse prêmio como um símbolo da sua grande conquista.

Da sua eterna,
Gerência

Junto com a carta, tinham cinco notas de 100 dólares.

Eu não conseguia parar de rir. Eu ri pelo que pareceram horas. Eu ri enquanto andava até o carro e ri enquanto dirigia pra casa. Eu ri enquanto estacionava o carro na minha garagem, ri enquanto abria a porta da frente da minha casa e ri quando vi um pequeno 10 gravado na madeira.
Chorei. Crying or Very sad

Essa aí foi a melhor de todas que já li... A segunda melhor foi a do BEN (e é por isso que Majora's Mask é o meu Zelda preferido).

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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Warrior em Dom 12 Maio 2013, 02:52

Como dito, segue as origens das lendas brasileiras. Não sei se a má qualidade das imagens a deixa "mais sombria"... Enfim, qualquer problema, basta falar que eu edito a mensagem.

-------
Personagens da cultura popular e da literatura infantil nacionais também tiveram seus elementos mais barra-pesada amenizados ao longo do tempo. Confira a versão sem censura - e com pancada!

Vampirão perneta
Baseado em depoimentos populares, o escritor Monteiro Lobato publicou um "retrato falado" do saci-pererê em 1917. Na época, além de travesso, o figura de uma perna só ainda aparecia chifrudo e com dentões pontudos para sugar o sangue de cavalos. E ai daquele que o ofendesse: era morto a cócegas ou a porretadas!

imagem:

Do pé virado
O curupira que conhecemos é caracterizado como o protetor da floresta, que tem os pés invertidos - calcanhar na frente e dedos atrás - para despistar quem o segue. Mas, hoje, ninguém fala que ele não teria orifícios para evacuar, nem que açoitaria e mataria pessoas no mato, além de encantar criancinhas.

imagem:

Mulher do padre
A punição é implacável: caso uma mulher case com um padre, vira mula sem cabeça. Mas, se a criatura que solta fogo pelo pescoço já é assustadora em si, nas primeiras versões do conto, são contadas as cenas em que, em certas noites, ela sai em disparada estraçalhando, com seus cascos afiados, os homens que lhe cruzam o caminho.

imagem:

Escravo de dó
A história do Negrinho do Pastoreio surpreende por não ter tido nada amenizado. A lenda é nua e crua, assim como a pele do escravo de 14 anos que, por perder um cavalo, é chicoteado pelo dono e amarrado todo ensanguentado sobre um formigueiro até morrer! O "relax" só vem no fim, quando sua alma é salva e ele vira um fantasma de pele lisinha, sem marca das torturas.

imagem:

Caveirão papão
A cuca "de verdade" não tem nada a ver com a bruxa-jacaré meio trapalhona do Sítio do Picapau Amarelo. Na origem, ela é uma velha apavorante que captura crianças e enfia num saco. Seu nome é derivado de termos como coca e coco, usados antigamente na Espanha e em Portugal para designar coisas como demônios e caveiras.

imagem:

Menino do rio
No Norte é famosa a história do boto-cor-de-rosa, um parente do golfinho que, à noite, vira homem e sai para conquistar donzelas nos bailes. Em geral, o máximo que rola é uma gravidez aqui, outra acolá. Nas versões mais pesadas, porém, há botos mortos com tiros ou porretadas por galantear a mulher alheia - incluindo alguns com a cabeça aberta, exalando um baita cheiro de cachaça.

imagem:

Encanto profundo
A Iara, uma sereia morena que encanta marmanjos com seu canto nos rios amazônicos, já foi uma bela índia, que pagou caro pela formosura e pela liderança dentro da família. Uma versão do conto descreve como ela tem que matar os irmãos invejosos em defesa própria, mas acaba sendo jogada no rio pelo pai como castigo. Por isso, seduz os caras a mergulharem e virarem petiscos no fundo dos rios.

imagem:

Pozinho mágico
Já imaginou uma história infantil em que a criançada cheirasse um pozinho para curtir a maior viagem no tempo e no espaço, aprontando todas? Nas primeiras versões do Sítio do Picapau Amarelo era assim. Só mesmo nos anos 70 é que o pó de pirlimpimpim passou a ser jogado na cabeça dos personagens. O motivo? Não remeter ao consumo de cocaína...

Spoiler:
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Fonte: Revista Mundo Estranho - editora Abril, número 98, abril de 2010
Scan das imagens: blog Tribos da Noite

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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Metroid Gamer em Dom 12 Maio 2013, 03:27

Warrior escreveu:Como dito, segue as origens das lendas brasileiras. Não sei se a má qualidade das imagens a deixa "mais sombria"... Enfim, qualquer problema, basta falar que eu edito a mensagem.

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Personagens da cultura popular e da literatura infantil nacionais também tiveram seus elementos mais barra-pesada amenizados ao longo do tempo. Confira a versão sem censura - e com pancada!

Vampirão perneta
Baseado em depoimentos populares, o escritor Monteiro Lobato publicou um "retrato falado" do saci-pererê em 1917. Na época, além de travesso, o figura de uma perna só ainda aparecia chifrudo e com dentões pontudos para sugar o sangue de cavalos. E ai daquele que o ofendesse: era morto a cócegas ou a porretadas!

imagem:

Do pé virado
O curupira que conhecemos é caracterizado como o protetor da floresta, que tem os pés invertidos - calcanhar na frente e dedos atrás - para despistar quem o segue. Mas, hoje, ninguém fala que ele não teria orifícios para evacuar, nem que açoitaria e mataria pessoas no mato, além de encantar criancinhas.

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Mulher do padre
A punição é implacável: caso uma mulher case com um padre, vira mula sem cabeça. Mas, se a criatura que solta fogo pelo pescoço já é assustadora em si, nas primeiras versões do conto, são contadas as cenas em que, em certas noites, ela sai em disparada estraçalhando, com seus cascos afiados, os homens que lhe cruzam o caminho.

imagem:

Escravo de dó
A história do Negrinho do Pastoreio surpreende por não ter tido nada amenizado. A lenda é nua e crua, assim como a pele do escravo de 14 anos que, por perder um cavalo, é chicoteado pelo dono e amarrado todo ensanguentado sobre um formigueiro até morrer! O "relax" só vem no fim, quando sua alma é salva e ele vira um fantasma de pele lisinha, sem marca das torturas.

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Caveirão papão
A cuca "de verdade" não tem nada a ver com a bruxa-jacaré meio trapalhona do Sítio do Picapau Amarelo. Na origem, ela é uma velha apavorante que captura crianças e enfia num saco. Seu nome é derivado de termos como coca e coco, usados antigamente na Espanha e em Portugal para designar coisas como demônios e caveiras.

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Menino do rio
No Norte é famosa a história do boto-cor-de-rosa, um parente do golfinho que, à noite, vira homem e sai para conquistar donzelas nos bailes. Em geral, o máximo que rola é uma gravidez aqui, outra acolá. Nas versões mais pesadas, porém, há botos mortos com tiros ou porretadas por galantear a mulher alheia - incluindo alguns com a cabeça aberta, exalando um baita cheiro de cachaça.

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Encanto profundo
A Iara, uma sereia morena que encanta marmanjos com seu canto nos rios amazônicos, já foi uma bela índia, que pagou caro pela formosura e pela liderança dentro da família. Uma versão do conto descreve como ela tem que matar os irmãos invejosos em defesa própria, mas acaba sendo jogada no rio pelo pai como castigo. Por isso, seduz os caras a mergulharem e virarem petiscos no fundo dos rios.

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Pozinho mágico
Já imaginou uma história infantil em que a criançada cheirasse um pozinho para curtir a maior viagem no tempo e no espaço, aprontando todas? Nas primeiras versões do Sítio do Picapau Amarelo era assim. Só mesmo nos anos 70 é que o pó de pirlimpimpim passou a ser jogado na cabeça dos personagens. O motivo? Não remeter ao consumo de cocaína...

Spoiler:
=imagem

Fonte: Revista Mundo Estranho - editora Abril, número 98, abril de 2010
Scan das imagens: blog Tribos da Noite
Serio tudo de assustador que eu li aqui foi automaticamente inibido pelos meus risos que vieram depois de ler o inicio do Sítio do Picapau Amarelo

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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Felipe JJ em Seg 20 Maio 2013, 22:18

Bora postar, galera. Logo vou atualizar esse post com uma creepy bem bizarra. hauhauahuahua




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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Convidado em Seg 20 Maio 2013, 23:40

E se alguém te dissesse que um navio de guerra ficou invisível e até se teletransportou em plena Segunda Guerra Mundial? Difícil de acreditar, não é mesmo?


Se você acha que esta história fantasiosa serve apenas para enredo de filmes como HellBoy e Capitão América, então a Marinha Americana (mais uma vez) encobriu muito bem a história e talvez seja por este motivo que você nunca tenha ouvido falar disso.

Conta à história que, mais provavelmente no dia 28 de outubro de 1943, o destroier USS Eldridge ficou invisível por um breve período de tempo, desaparecendo completamente, envolto em uma “nuvem esverdeada”, segundo relato de observadores que ali se encontravam.


A ideia parece surpreendente… Sem dúvida alguma! Fato é abrandado somente quando consideramos o nome de um cientista renomado que ali se encontrava, e que andava realizando alguns trabalhos para a marinha nesse período: Albert Einstein.

A ideia do projeto usava princípios de uma famosa teoria científica da época: A Teoria do Campo Unificado. Este estudo visava descrever a interação entre as forças que compõem a radiação eletromagnética e a gravidade; embora até a data, nenhuma teoria surgiu com uma expressão matemática viável.


Os engenheiros, utilizando variações desta teoria, objetivavam curvar a luz em torno do destroier tornando-o invisível para qualquer observador. De todos os testes realizados, dois se destacaram, com os acontecimentos mais bizarros e impressionantes.

O primeiro deles, em 22 de julho, teria deixado o navio de guerra quase totalmente invisível, envolto apenas (segundo os observadores) por uma nuvem esverdeada. Alguns tripulantes relataram enjoos e dores de cabeça leves. Mas foi o segundo teste que chocou a todos os envolvidos.


Sem os devidos cuidados para a realização, o navio foi novamente submetido a violentas ondas eletromagnéticas que o teriam desmaterializado em um flash de luz verde. Marinheiros da base naval de Norfolk na Virgínia há quase 350 quilômetros do local, relataram o avistamento do navio em alto mar por alguns instantes. Isso antes de desaparecer e voltar a seu local original, o estaleiro naval da Filadélfia. Desta vez no lugar de efeitos colaterais quase imperceptíveis, o resultado para a tripulação foi devastador: Vários tripulantes desapareceram, outros ficaram loucos. Cinco deles tiveram uma experiência ainda mais desesperadora. Assim que o encouraçado reapareceu na Filadélfia, esses cinco marinheiros se deram conta de que tinham se fundido com as estruturas metálicas do navio. Pés, braços e até mesmo boa parte dos seus corpos agora faziam parte do navio.


Diante de tais resultados, o experimento foi cancelado imediatamente. As famílias dos desaparecidos receberam medalhas, bandeiras e condolências quando escutavam que seus heróis haviam morrido em combate.

O alto escalão da Marinha Americana, é claro, nega tudo. Deixando no ar um mistério que jamais poderá ser resolvido.

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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Felipe JJ em Qui 30 Maio 2013, 16:23

Leiam com atenção, e façam tudo que "ele" mandar. Sentirão a presença, garanto. Tenso/

OBEDEÇA AS REGRAS! TEM CORAGEM?






Você já leu alguma coisa e gostou tanto que desejou nunca ter lido só pra poder ler de novo pela primeira vez? A primeira vez é magica, certo? Não importa quantas vezes mais você leia algo, nunca será tão bom quanto.

Essa é a sua chance de ler algo realmente incrível pela primeira vez. Você só terá essa chance, então não estrague-a. Eu quero que você entenda a maioria das coisas, então terá de confiar em mim. Faça exatamente o que eu mandar.

Se você não está sozinho agora então coloque isto de lado imediatamente. A Mágica - a verdadeira mágica - é tímida. Não vai funcionar se você estiver lendo isso numa cafeteria lotada ou sentado em um trem.

Só leia a partir daqui se você estiver sozinho.

Ótimo. Já começamos.

Agora eu preciso que você faça mais algumas coisas pra mim - algumas coisas pequenas. Pense nisso como um manual de instruções, um processo que você precisa seguir se quer que algo funcione. Não quero parecer mandão ou insistente. Só quero que isso dê certo para você.

Vá para algum lugar onde você pode fechar a porta e ler isso sem ser interrompido. Não importa onde - seu quarto serve, ou um banheiro. Qualquer lugar que você possa ir sem ter alguém por perto. E como eu disse antes, feche a porta.

Talvez alguns de vocês estejam lendo isso mas não estão seguindo as instruções. Você não deseja participar? Eu lhe garanto, é melhor ser parte disto do que simplesmente ser tirado da mágica por alguém. Mas não deve ser tarde demais. Não posso prometer nada, mas se você for para algum lugar quieto agora e fechar a porta... Verei o que posso fazer.

Bem, aqui estamos nós. Ou melhor dizendo, aí está você. Espero mesmo que você esteja gostando. Eu sei que nada aconteceu ainda, mas você não está ansioso? Sua curiosidade não está ficando cada vez maior? Aproveite. Esta é a única vez em que você vai sentir o que está sentindo agora. A maravilha que está para acontecer, as meia-conclusões que você já deve ter feito - tudo isso só pode acontecer uma vez, só pode acontecer agora, só pode acontecer esta primeira vez.

Um pouco da mágica já começou. Você está sozinho em uma sala, claro, mas ao mesmo tempo está se unindo à todas as outras pessoas que já fizeram isso antes de você, e todos aqueles que farão isso depois de você. Você pode sentí-los? Talvez esteja se sentindo um pouco idiota, ou talvez privilegiado. Você é parte de uma multidão invisível, unida fora do tempo, lendo as mesmas palavras.

Não se preocupe, este não é o clímax, e certamente não é uma piada. Não estou aqui para perder seu tempo com conversas sobre metafísica. E para provar isto, vamos seguir adiante.

Acredito que tenha uma luz na sala que você escolheu senão não teria como ler isto, certo?

Vamos lá, você pode me responder se eu lhe perguntar algo! Na verdade, você precisa me responder se você quer que isso funcione. Vou perguntar de novo. E desta vez, responda. Alto e claro, não tenha medo. Só diga “Certo”.

Agora, vamos todos participar. Tudo que eu quero é uma palavrinha falada em troca de todas as palavras que lhe dei até agora. Lembre-se, eu estou fazendo isso por você - está é sua única chance e eu quero que funcione.

Responda à minha pergunta.

Muito bem! Você deve ter se sentido meio bobo por dizer em voz alta mas não tem ninguém aí para te ouvir e que mal pode ter sido feito? Agora você pode continuar a aproveitar, sabendo que você seguiu as instruções perfeitamente. E quando você segue as instruções perfeitamente, as coisas tendem a funcionar.

Faça o que for possível para deixar seu quarto o mais escuro possível, deixando apenas o suficiente para que você possa ler estas palavras. Feche as cortinas, apague a luz e ligue uma luminária. Melhor ainda, acenda uma vela ou leia com a chama de um isqueiro. Eu odeio ter que ficar repetindo, mas vai ser melhor se você fizer o que eu digo. Seria uma tristeza se perder agora que você já chegou tão longe.

Permita-me descrever o cenário. É meio estranho, não é? Devemos ter um momento para considerar? Normalmente, quando você lê alguma coisa, a cena é descrita para que se possa imaginar, mas aqui está você lendo sua própria cena, na qual você está sentado em uma sala escura, sozinho, lendo o que quer que tenha te trazido para esta mágica. Que colocações poderosas! Quando você era pequeno, já se imaginou sendo um personagem de um livro ou filme e que milhões de pessoas liam sobre você e viam seus feitos? Talvez a intenção era que fosse real?

Digo que não se preocupe, está não é a mágica de que lhe falei antes.

Isso, aproveite o momento. Aqui vai. Aqui vai a mágica.

Agora, rapidamente, levante-se de sua cama, cadeira, ou lugar contra a parede. Levante-se e ande até a porta que você fechara há alguns minutos atrás. Coloque seu ouvido contra a porta e escute. Prenda sua respiração.

Bem, me pergunto se você consegue me ouvir.

Ok, vamos expandir a cena que descrevi um momento atrás. Você lembra, aquela com você lendo numa sala escura. Sim, bem, fora daquela sala, do outro lado da porta fechada, alguém que você não pode ver está parado ali. Sou eu. Me pergunto se você consegue advinhar meu nome. Uma pequena parcela do se subconsciente já deve ter registrado as primeiras letras dos últimos cinco parágrafos que você leu e o que eles soletram. É o mais perto que tenho de um nome.

Você pode me ouvir respirar? Não? Talvez eu esteja prendendo minha respiração também, com a orelha pressionada contra a porta, tentando ouvir você.
Ou provavelmente há um último passo, uma última instrução que você precisa seguir para fazer esta mágica funcionar.

Me convide para entrar.

Vamos lá, não reclame! Você já falou comigo antes quando respondeu minha pergunta sobre a luz. Tudo que você precisa fazer é me deixar entrar. Veja bem, eu sei que você está aí, sozinho no escuro. E tudo que eu quero provar é que a mágica funciona.




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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Felipe JJ em Qua 17 Jul 2013, 19:38

Postarei agora uma creepypasta contemporânea (dica: esperem as imagens carregarem).

Ellen Page, o Encosto Gamístico




O QUE É, E COMO COMEÇOU


Tudo começou em há poucos anos, quando a famosa e jovem atriz, Ellen Page, resolveu entrar pro ramo dos games. Desde então, a mesma passou a ser o rosto de todas as personagens femininas em jogos, especialmente nos Playstations.

Ellen se tornou vírus na internet e começou a ganhar mais foco e fama devido a semelhança com personagens dos jogos, e polêmicas que a mesma criou em relação a isso.

De lá pra cá, a atriz ganhou vários artigos, memes e até uma religião na internet (dizem ser afiliado ao capirotismo). ç.ç

-------------


FICHA TÉCNICA



Nome: Ellen Page
Ano de nascimento: 21 de Fevereiro de 1987, Halifax, Canada
Profissão: Atriz de filmes e jogos
Peso: 48 KG
Religião: Pagerismo
Hobby: Pescar, patinar e assustar nerds

-----------------------


VIDA PESSOAL


É conhecida pelo sonambulismo, por defender a causa feminista de ser lésbica e usar cuecas ao invés de calcinhas mesmo não sendo lésbica, porque ser flagrada abraçando outras mulheres com as pernas não passa de um simbólico gesto de amizade e afeto entre duas amigas que se amam sem malícias sexuais.

-----------------------


ELLEN PAGE X VIDEOGAMES


Pensastes que seu futuro seria risonho? Pense duas vezes então. Aqui você verá como Ellen se saiu nos jogos nos últimos anos, e verá algumas imagens exclusivas da mesma usando todo seu capirotismo talento:

Qualquer semelhança é mera coincidência

Ellen expressando sua alegria ao trabalhar em Beyond: Two Souls

Ellen seduzindo seus fãs nerds

Você... teria coragem?

Senhorita Page mostrando sua falta de seios capacidade artística em X-Man 3




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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por Gabriek em Qua 17 Jul 2013, 20:10

Para cara, Ellen Page não merece esse bullying. Ainda mais por ser essa maravilha de pessoa.

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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por RattleheadCHAOS em Dom 21 Jul 2013, 12:06

Jodie é mais bonita que a Ellie. u_u

B:TS > TLoU

E isso da Ellen Page aí não faz sentido algum. bj

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Re: Creepypastas e Contos de Terror

Mensagem por mligieri3 em Ter 23 Jul 2013, 14:54

RattleheadCHAOS escreveu:Jodie é mais bonita que a Ellie. u_u

B:TS > TLoU

E isso da Ellen Page aí não faz sentido algum. bj
Olha,cara,eu sou um fã das duas,ainda mais quando você joga The Last Of Us,mas,quem sou eu para dar opinião,sou um cara que ninguém vê pessoalmente,então podem ficar nessa conversa de boa....(olha,não tô dando bronca em ninguém,eu tô dizendo sem sarcasmo.)

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Re: Creepypastas e Contos de Terror

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