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Os videojogos podem criar assassinos?

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Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por Convidado em Sab 06 Jul 2013, 20:35

Reportagem Original: http://www.eurogamer.pt/articles/2013-07-06-os-videojogos-podem-criar-assassinos

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Vou escrever mais uma vez sobre este assunto, procurando ser o mais claro possível, por forma a responder à questão que está em título, e que sintetiza um lote de questões que me têm chegado a propósito dos artigos que venho escrevendo para a Eurogamer.

A questão faz sentido, e é importante que a possamos debater abertamente. Na última década, de cada vez que existe um ataque a uma escola, ou um ataque em massa, os videojogos surgem à cabeça como potenciais causadores. Como o elemento da paisagem dos media, que mais pode ter contribuído para levar aquele adolescente ou adulto a cometer tamanho barbaridade. Estas acusações aparecem não raras vezes associadas a estudos que alegadamente demonstram a ligação. Estudos que dizem que as pessoas ficam com maior predisposição para a violência e agressão depois de jogar. Estudos que dizem que os videojogos provocam uma dessensibilização e consequentemente uma predisposição para a agressão. Estudos que demonstram que os videojogos são mais efectivos na estimulação de ações de agressão do que o cinema ou os livros. Ou seja, existe uma grande quantidade de estudos que servem para suportar quase tudo o que se possa imaginar na ligação entre violência e os videojogos. Por outro lado existem estudos contrários, em menor número mas existem.

E porque são os estudos em defesa da não ligação entre a violência e os videojogos em menor em número? A principal razão prende-se com o financiamento e interesse público nos estudos. Existe uma maior apetência por estudos que demonstrem a ligação, do que por estudos que não demonstrem a ligação. Mais, em termos científicos é muito menos compensador emocionalmente para o investigador, realizar todo um estudo e chegar ao final sem encontrar qualquer prova conclusiva de ligação, do que encontrar algum tipo de evidência, nem que seja mínima. Isto porque se não se encontrou nada, pode querer dizer que não se procurou suficientemente bem, que faltou analisar algo, que o número de sujeitos estudados pode ter sido insuficiente, que o tempo de exposição pode ter sido curto, etc., etc.


Figura 1

Por outro lado, temos tido algumas pessoas como Chris Fergusson, que se têm dedicado à meta-análise do assunto. Ou seja, a examinar os testes e os estudos que se têm debruçado sobre o assunto. No seu mais recente artigo sobre o assunto, "Violent Video Games and the Supreme Court. Lessons for the Scientific Community" [1], realiza um extenso trabalho de levantamento e análise do que tem sido feito, apontando problemas, erros, e deficiências em praticamente todos os estudos que demonstram ligações claras entre o comportamento violento e o ato de jogar videojogos. Para além disso, uma das mais fortes evidências da ausência desta conexão, passa pelo facto de ao longo dos últimos 40 anos, em que os jogos não pararam de aumentar de popularidade e de vendas, a violência não parou de decrescer, como se pode ver no gráfico (Figura 1 [1]).

Para além disso, qualquer estudo sobre a violência, não pode de forma alguma ser situada e reportar-se a um único foco ou causa. A violência é assumida pela psicologia como fruto da interação entre vários factores de ordem genética e ambiental [2]. Aliás os estudos que se dedicam a análise dos perfis dos assassinos em massa, desprezam e ridicularizam mesmo qualquer ligação aos videojogos, apesar de reconhecerem que a sociedade em geral estabelece essas ligações [3, 4]. Num desses estudos, feito sobre uma dezena de sujeitos que cometeram assassínios em massa em escolas, Langman [3], encontrou três grandes perfis: traumatizados, psicóticos, e psicopatas. No caso dos traumatizados, estes apresentavam em comum o facto de terem sido abusados fisicamente em casa, e sexualmente fora de casa, assim como serem filhos de pais alcoólicos e com problemas de droga. No caso dos psicóticos, todos eles eram provenientes de famílias saudáveis, sem qualquer historial de abusos, apresentando vários distúrbios do espectro da esquizofrenia, incluindo transtorno de personalidade esquizóide. No caso dos psicopatas, nenhum era psicótico, nem tinham sofrido qualquer tipo de abuso, demonstravam antes comportamentos narcisistas, sentimento de superioridade e grandiosidade, com a ideia de que as regras e leis não se aplicavam a eles, e por isso com historial prévio de problemas com a justiça. Demonstravam ainda ausência de empatia, incapacidade de arrependimento, e comportamentos sádicos como o mau trato violento de animais.

Ora olhando para estes perfis, e para os padrões que os caracterizam, podemos facilmente depreender que os videojogos, per se, não conseguem de forma alguma gerar este tipo de pessoas. Tirando o caso dos traumatizados e psicóticos que representam uma forte maioria dos indivíduos que cometem este tipo de crimes, mesmo que nos concentremos apenas sobre os psicopatas, é praticamente impossível um videojogo poder estimular num indivíduo este tipo de comportamentos. Não existe qualquer forma de um videojogo poder estimular num indivíduo a inibição de empatia. A empatia é um mecanismo biológico responsável por nos fazer compreender o outro, nomeadamente compreender quando este está em sofrimento, porque o mecanismo ativa em nós sensações e emoções muito próximas daquilo que o outro está a sentir . Ou seja, quando vejo alguém chorar, ou gritar de dor, se eu tiver o meu mecanismo de empatia a funcionar normalmente, começo de imediato a sentir a tristeza ou dor daquela pessoa, ao ponto de me levar a dirigir para ela para a tentar ajudar [5].

Ora nenhum videojogo tem poder para eliminar este mecanismo, não porque ele é biológico, mas porque as formas de inibição que conhecemos não são compatíveis com o tipo de relação que se estabelece com um videojogo. Ou seja, a ausência de empatia, só pode acontecer de duas formas: por um problema do foro biológico, em que ocorra um problema genético, ou ocorra algum acidente que provoque alterações ao nível cerebral. Ou por um problema surgido a partir de uma situação de abuso grave, ainda na fase de crescimento, que promova uma situação de stress continuada e extremamente violenta, ao ponto de impedir que este mecanismo se desenvolva no sujeito de forma regular. E por isso a resposta à pergunta em título tem de ser, simplesmente, não.

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por Convidado em Sab 06 Jul 2013, 20:45

Creio que aqui não é a área correta, visto que é uma discussão que abrange um assunto geral.

Movendo para Geral

Prossigam com o tópico.

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por Felipe JJ em Dom 07 Jul 2013, 00:59

Olha, por incrível que pareça, sim. Especialmente com crianças/adolescentes que jogam jogos com o selo Mature.

Digo isso por experiência própria. Quando joguei Manhunt e GTA IV eu era bem novinho, tinha uns 13 ou 14 anos, e sempre que eu terminava a jogatina e saia pelas ruas, eu tinha uma motivação a fazer tudo que o personagem fazia nos jogos. Eu tinha a sensação que poderia roubar carros, furtar e matar pessoas. Era algo muito real, e só não fiz nada disso por ser uma pessoa equilibrada e racional. Agora fico imaginando os efeitos que esses jogos violentos não causam em crianças ou pessoas mais desestruturadas, por exemplo. Fico preocupado com os jogadores de CoD, principal,ente, porque na maioria são pré-adolescentes e não estão prontos para esse tipo de jogos.

Então só depende do bom senso dos jogadores, e principalmente dos pais, em não permitir que seus filhos joguem jogos com classificação etária mais alta que a idade dos mesmos.




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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por jonathanalis em Dom 07 Jul 2013, 12:34

Só pra uma parcela muito pequena de pessoas, que potencialmente já virariam assassinos.

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por fbanin em Dom 07 Jul 2013, 23:37

Sim, assim como podem criar ótimos jogadores de futebol, ótimos pilotos de carros, ótimos atiradores, ótimos caçadores de tumbas e ótimos assassinos com hidden blades!

Para mim, pessoas que não separam a ficção da realidade não devem jogar. Pessoas que acabam de jogar um game e pensam que podem fazer aquilo na vida real tem sérios problemas de percepção e devem ser afastados dos jogos... dos filmes, das novelas e de qualquer tipo de mídia que mostre violência extrema... pois tudo é relacionado! Isso não é exclusividade dos jogos... quantas crianças que veem desenhos e pensam que podem voar?

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por Ryan - exceL em Seg 08 Jul 2013, 00:18

Felipe JJ escreveu:Olha, por incrível que pareça, sim. Especialmente com crianças/adolescentes que jogam jogos com o selo Mature.

Digo isso por experiência própria. Quando joguei Manhunt e GTA IV eu era bem novinho, tinha uns 13 ou 14 anos, e sempre que eu terminava a jogatina e saia pelas ruas, eu tinha uma motivação a fazer tudo que o personagem fazia nos jogos. Eu tinha a sensação que poderia roubar carros, furtar e matar pessoas. Era algo muito real, e só não fiz nada disso por ser uma pessoa equilibrada e racional. Agora fico imaginando os efeitos que esses jogos violentos não causam em crianças ou pessoas mais desestruturadas, por exemplo. Fico preocupado com os jogadores de CoD, principal,ente, porque na maioria são pré-adolescentes e não estão prontos para esse tipo de jogos.

Então só depende do bom senso dos jogadores, e principalmente dos pais, em não permitir que seus filhos joguem jogos com classificação etária mais alta que a idade dos mesmos.

Exato, os jogos deixam uma sensação de liberdade ao jogador, mas alguns não conseguem separar o jogo da vida... É como filmes, lembro que à alguns anos eu assisti o filme "Jumper" (Filme no qual o ator interpreta um jovem com poderes de se teleportar) (http://www.adorocinema.com/filmes/filme-114653/) Lembro que quando eu saí do cinema, eu tinha a sensação de que eu podia ir aonde eu quisesse, ou então, quando você vê aquele vídeo de uma série antiga dos youtubers, tipo, ver o primeiro episódio da série de minecraft HARDCORE ( no qual você tem somente UMA vida) do venom sendo que a mesma série ja tem 60 episódios (eu nao sei qnts tem e nem se existe uma serie dele... só um exemplo) e no 1 vídeo ele fala: "pode ser que essa série dure somente 1, 2, 3 vídeos, afinal eu não sei se vou morrer" Mas na sua mente, você sabe que ele não vai morrer porque já existem 60 episódios da série...

Enfim, não sei se deu pra vocês entenderem, faltou muita coisa nesse meu post, mas espero que de pra raciocinar...

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por RattleheadCHAOS em Seg 08 Jul 2013, 03:28

Sim, o videogame cria sim, mas pode apostar que o funk cria mais.

Also, meu filho vai jogar Manhunt.

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por mligieri3 em Seg 15 Jul 2013, 19:51

Gostei bastante do tõpico,Hayt.Karmado.
Enfim,na minha opinião,talvez.Nem sim nem não.Não porque uma boa parte dos jogadores têm sanidade bastante para distinguir o que é real do que é fantasia(no caso,virtual).Mas sim porque existem crianças que jogam jogos como God Of War e muitos outros.Depende mais da psique da pessoa,de suas tendências.Ex:Tenho 14 e jogo alguns games como The Last Of Us,Resident Evil,Bioshock 1 e Infinite,mas sei que isso não passa de um JOGO.Mas,infelizmente,existem gente com tendências sociopatas,psicopatas,violentas.Como eu disse,depende da mente da pessoa.

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por Sora. em Seg 15 Jul 2013, 21:03

A única coisa para fazerem os games pararem de criar assasinos é parar de fabricar o CoD.

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por mligieri3 em Seg 15 Jul 2013, 21:05

Embora eu esteja "em cima do muro",tenho que concordar com você,meu colega Sora.Às vezes pensadores como eu temos que tomar partido(brinks mas às vezes eu reflito sobre os acontecimentos recentes).Mas não somente Call Of Duty.

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por Sora. em Seg 15 Jul 2013, 21:24

mligieri3 escreveu:Embora eu esteja "em cima do muro",tenho que concordar com você,meu colega Sora.Às vezes pensadores como eu temos que tomar partido(brinks mas às vezes eu reflito sobre os acontecimentos recentes).Mas não somente Call Of Duty.
Obrigada ^^
Ah, sim. Como crianças em BF3... As lojas de hoje deveriam tomar iniciativa e começar a ler o Pegi ( Para ver a idade,sabe Razz )
Acho que todos os games de Shooter, deveriam ter um sistema para ver a idade, você pode fazer isso em todos da geração, o WiiU, por exemplo, tem a câmera dele no Gamepad, O PS4 tem a PSEye ( Que não é necessário ) e o XboxOne tem o Kinect 2.0, deveria ser necessário ter isso para diminuir as crianças, eu sei que vai continuar com algumas que vão enganar a câmera, mas iria dar uma diminuída.

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por Convidado em Seg 15 Jul 2013, 23:17

fbanin escreveu:Sim, assim como podem criar ótimos jogadores de futebol, ótimos pilotos de carros, ótimos atiradores, ótimos caçadores de tumbas e ótimos assassinos com hidden blades!

Para mim, pessoas que não separam a ficção da realidade não devem jogar. Pessoas que acabam de jogar um game e pensam que podem fazer aquilo na vida real tem sérios problemas de percepção e devem ser afastados dos jogos... dos filmes, das novelas e de qualquer tipo de mídia que mostre violência extrema... pois tudo é relacionado! Isso não é exclusividade dos jogos... quantas crianças que veem desenhos e pensam que podem voar?

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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

Mensagem por Hekonzord em Seg 15 Jul 2013, 23:47

Sim, assim como qualquer outra mídia. Vídeo-games influenciam neste aspecto assim como o cinema, música e outras indústrias que possa passar alguma mensagem com teor violento.

Os jogos hoje em dia são bastante populares, até mais que o cinema para se ter ideia. Um cara que sai matando as crianças numa escola, aí descobrem que ele jogava vídeo-game, é completamente normal, porém a mídia manipula isso de uma forma que não condiz com a realidade. Ninguém quer saber se a pessoa é instável ou se tem problema mentais, o que na maioria dos casos de massacres em escolas é o que o autor disso tem, e se ele joga vídeo-game, não tem nada haver, isso que me deixa irritado.

Um tempo atrás, uma emissora de Portugal foi fazer uma matéria sobre a E3 e nessa matéria aparecia a imagem de um assassino que proclamava ideias do povo superior, isso é de um grau de manipulação e distorção imenso, que chega a beirar ao ridículo.

E se um garotinho está jogando algum jogo violento, não é culpa do jogo, liberdade de expressão e artística está aí, os desenvolvedores fazem o que eles querem e para prevenir que um garotinho jogue algo violento e "passe a ser" (entre aspas, pois se uma pessoa se torna violenta após ver algo violento, é pq tem tinha tendencias à isto, não é por causa do produto) tem a classificação indicativa, aí cabe aos pais, já que um garotinho provavelmente não ganha dinheiro fruto de um trabalho que ele realiza, então cabe aos pais podá-lo.


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Re: Os videojogos podem criar assassinos?

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