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[Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

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[Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Warrior em Sab 25 Maio 2013, 00:17

Agradecimentos especiais aos usuários Hayt, pelo banner, e Wolfman, por fornecer os códigos para a barra de títulos!

Quem já frequentou o fórum há dois anos atrás deve lembrar que eu já escrevi um tópico assim, naquela época, o fórum ainda estava no início, então acho que muitos daqui nem chegaram a ver. Decidi trazer o assunto novamente de volta, só que dessa vez será reeditado e atualizado com os novos jogos e/ou com sugestões dos usuários (ver mais adiante).

A ideia veio de uma matéria de uma edição da extinta revista EGM Brasil (número 63, abril de 2007) que abordava sobre o tema, então decidi usar os recursos que temos para complementar a matéria; os mesmos jogos antes apresentados estarão de volta, assim como sugestão de usuários (créditos serão mantidos). Também a matéria abre espaço para discussão da relação entre jogos eletrônicos com o nosso país verde-amarelo. Very Happy

Do que se trata o tópico? Simples, mostrar as referências que os jogos fazem ao Brasil: personagens nativos, regiões deste imenso país, história, fatos e o que mais os jogos puderem mostrar. O tópico, como um dicionário, é dividido em letras, que é referente ao jogo e não ao referenciado (ou seja, Blanka somente na letra "S", de Street Fighter) e, se possível um "subtítulo". Pretendo a cada semana postar uma letra nova, que será acompanhada com um tema para discussão; se a discussão não tiver sido comentada ou será trocada ou será mantida.

Caso você saiba de alguma referência que não está listada, pode mandar que ela será atualizada com o tópico, mas valem algumas ressalvas:
--->Não são considerados jogos fabricados aqui sem referência ao país [Chapolin X Drácula: Um Duelo Assustador não entra, assim como jogos do Zeebo];
--->Só mande sugestão se o jogo começar com alguma letra que já foi mencionada [por exemplo, se parei na letra "F" e você tem uma sugestão com a letra "K", espere chegar até ela para mandar];
--->Quando for mandar sua sugestão, tente formular um pequeno texto explicando a referência do país e, se quiser, mande uma imagem ou vídeo junto ao texto [pode ser via MP, para não saturar o tópico];
--->Você também poderá atualizar a informação de um jogo já listado, caso aconteça [afinal, eu não sou o guru dos jogos].


Dicionário

Letra A:
Academy of Champions: Soccer
Um torneio de futebol amador será realizado na academia de Brightfield, que treina jogadores com habilidades especiais, o ginásio é administrado por Pelé e Mia Hamm (jogadora de futebol americano). Cabe ao jogador selecionar os cinco melhores para atuar na sua equipe, a fim de disputar pela vitória. Com o decorrer do evento, os jogadores vão melhorando suas habilidades e é até possível escalar estrelas da Ubisoft no time (como Rayman, Altaïr [de Assassin's Creed] e Príncipe [de Prince of Persia]).


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Age of Empires III: The Warchiefs
José Bonifácio de Andrada e Silva
Nesta primeira expansão, é possível escolher o patriarca da independência como líder de suas revoluções. Nascido na cidade praiana de Santos em 1763, José Bonifácio estudou em São Paulo e na Universidade de Coimbra, em Portugal. Foi um dos principais arquitetos que culminou a independência do Brasil e também tutor de Dom Pedro II.

Índios Tupi
Caso opte por ter José Bonifácio ao seu lado nas linhas de batalha revolucionárias, você terá como companheiros também legítimos índios tupi das florestas brasileiras - e ainda pode encontrar algum ianomami perdido.
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Amazônia
Adventure de texto lançado em 1983, criado pelo brasileiro Renato Degiovani. Vinha junto com a revista Micro Sistemas e, no início do projeto, chamava-se Aventuras na Selva.


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Angry Birds Rio

O famoso game de puzzle dos celulares tem uma versão inspirada no filme Rio (2011). Os tradicionais porcos, foram substituídos pelas aves engaioladas e os pássaros raivosos foram enviados ao Rio de Janeiro ilegalmente. Na Cidade Maravilhosa outros pássaros estão presos, incluído Blu e Jade, Nigel é o que mantém a guarda. Sua missão é usar velho estilingue com os Angry Birds para libertar as aves e derrotar Nigel.

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Ayrton Senna
Ayrton Senna nasceu na capital paulista em 1960, aos vinte e um anos começou a carreira automobilística nas corridas de kart. Após vencer o torneio de fórmula 3, Ayrton fez sua aparição no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 em 1984, gênero automobilístico que definiu a carreira do corredor. Nos dez anos em que correu na F1, Senna conseguiu 41 vitórias, 65 pole positions e 3 campeonatos mundiais.
Ayrton Senna faleceu durante o Grande Prêmio de San Marino em 1994, na Itália, quando seu carro saiu da pista, na curva Tamburello, e bateu na parede de proteção.
Em 2012, a rede BBC elegeu Senna como o maior piloto de F1 de todos os tempos.
Série Ayrton Senna Kart Duel
Uma série de corridas de Kart que teve três jogos lançados para o PS1, em homenagem ao famoso corredor de kart e fórmula 1. No Japão os jogos foram desenvolvidos pela Gaps sob a licença da Fundação Ayrton Senna. Foi publicado na Europa pela Sunsoft.

Ayrton Senna's Super Monaco GP II
Clássico do Mega Drive, que também teve versões para o Master System e para Game Gear, foi lançado em 1992. Para muitos que jogaram, o consideram como o melhor e o mais divertido jogo de Fórmula 1.
letra C:
Call of Duty: Modern Warfare 2
Favela do Rio
O famoso simulador de guerra conta com os mais diversos locais do mundo para guerrear com os amigos (ou inimigos, como você bem entender). A versão Modern Warfare 2 contém o mapa da favela do Rio de Janeiro como palco de tiroteio, um ponto relevante é que no modo campanha dá para ouvir os inimigos falando português. Contudo, os produtores não são tão fluentes no português como pode parecer, numa informação no mapa percebe-se facilmente um erro de concordância: "O Maravilhoso Vinho da Brasil" - como sabemos "Brasil" é uma palavra de gênero masculino, logo, a preposição que deveria se contrair com o "de" seria "o" (resultando em "do") - ou talvez eles queriam se referir à República Federativa do Brasil...

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Castelo Rá-Tim-Bum
Em 1997, a Tec Toy produziu em parceria com a TV Cultura, o jogo Castelo Rá-Tim-Bum, exclusivo para o Master System. É um título genérico de aventura 2D que tem como inspiração um episódio em que Zequinha vira um bebê. O jogador alterna o controle entre Biba e Pedro e deve procurar itens e conversar com pessoas e criaturas pelo castelo para resolver a situação.
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Cars 2 - The Video Game
Carla Veloso
Assim como no filme, a piloto Carla Veloso é uma dos vários competidores pelo circuito mundial e um dos vários personagens jogáveis. Carla é carioca, no seu nome contem a palavra "car", que em inglês que dizer carro e Veloso lembra um pouco a palavra "veloz", que significa "rápido".

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Command & Conquer 3: Tiberium Wars
O mundo está dividido em três zonas: azul (20%), amarela (50%) e vermelha (30%). Nosso país, com a Floresta Amazônica tomada pelo Tiberium, está situada numa zona amarela, parcialmente habitável. Tudo isso se passa no Ato 2 da campanha Nod, envolvendo proximidades amazônicas, uma fábrica de Liquid Tiberium Bomb e quebradeiras no sudeste. Josh Holloway, antes da missão começar, diz que está prestes a pegar um voo para São Paulo. Será que até 2047 o caos aéreo de nossos aeroportos já terá sido resolvido?

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Counter-Strike
Rogério Sodré criou, em 2004, os mapas cs_rio e de_sampa para o popular mod de Half-Life. O primeiro é o mais popular e coloca terroristas e policiais para se enfrentar nas ladeiras de um morro carioca. O canário também exibe imagens do Cristo Redentor e da Lagoa Rodrigo de Freitas - sem contar um easter egg bizarro: era possível encontrar um alienígena num dos barracos. A outra fase é inspirada na metrópole de São Paulo e conta com metrô, ônibus e até uma LAN House.
letra d:

Darkstalkers
Rikuo (Aulbath no Japão)
O homem-sereia da série de luta com seres fantásticos da Capcom era imperador de um reino localizado no fundo do Rio Amazonas, habitado por milhares de seres da mesma espécie que ele. Um dia, o lugar é acometido por um terrível terremoto causado por atividades vulcânicas próximas e destrói os belos domínios subaquáticos de Rikuo.
Se a Capcom levasse em conta dados reais sobre a geologia brasileira, tal história nunca poderia ter acontecido, visto que no Brasil não há terremotos - estamos situados em terreno antigo e consolidado, livre dos desdobramentos causados pelos movimentos das placas tectônicas.
Porém, o guerreiro aquático descobre que o responsável pelo desastre não é a natureza, mas o demônio Pyro, e então parte em busca de vingança. Rikuo estreou no Darkstalkers original, apareceu em outros três jogos da série - Night Warriors: Darkstalker's Revenge, Vampire Savior e Vampire Savior 2 - e teve um jogo próprio para celulares no Japão.

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Driver 2
Rio de Janeiro
A Cidade Maravilhosa é a última a ser habilitada nesta sequência da série de ação automobilística da Reflections Interactive. Antes de habilitá-la, é necessário completar todas as missões nas outras três metrópoles: Chicago, Havana e Las Vegas.

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DuckTales
Assim como na série animada, Tio Patinhas e seus amigos viajam pelo mundo a fim de encontrar tesouros e enfrentado os inimigos como os Irmãos Metralha e a Maga Patalójika.
Dentre os cinco locais em que Patinhas visita neste jogo, a Amazônia mostra-se como um dos destinos, onde o pato pão-duro procura pelo tesouro da antiga sociedade Inca. Um fato curioso é, que na fase, Patinhas encontra gorilas perambulando pela floresta, sendo que eles vivem em regiões centrais e tropicais da África.
letra e:
Erinia
MMORPG totalmente desenvolvido no Brasil pela Ignis Games que tem inimigos baseados em lendas brasileiras como Caipora, o Homem do Saco e o Saci.
letra F:


Fatal Fury
Richard Meyer
Brasileiro, praticante de capoeira, Richard (ou Ricardo) trabalhava no Brasil em clubes noturnos exibindo suas habilidades como lutador. Sentia a necessidade de novos desafios, mudou-se para os Estados Unidos e abriu o Pao Pao Café - que, aliás, também é cenário no Fatal Fury original, King of Fighters' 94 e Capcom Vs. SNK: Millennium Fight 2000.
Apesar da série Fatal Fury atestar que o lugar é situado na cidade norte-americana de South Town, KOF'94 o coloca como cenário do México.
O estabelecimento foi o principal motivo para Richard se inscrever no torneio King of Fighters, já que ele via a participação do campeonato como publicidade para o café. O bar progrediu de tal maneira que Richard pôde abrir o Pao Pao Café 2 (cenário de Fatal Fury 3) que ficou sob a responsabilidade do discípulo Bob Wilson.
Apesar de ser personagem jogável em apenas quatro jogos - Fatal Fury, Fatal Fury 2, The King of Fighters' 94 e King of Fighters Miximum Impact 2 - o capoeirista faz participações especiais em vários outros títulos de luta da SNK, como Fatal Fury 3 e The King of Fighters XI.

[table][tr][td]


Bob Wilson
Começou como discípulo de Richard Meyer e estreou em Fatal Fury 2. Acompanhou o mestre no torneio King of Fighters e acabou tornando-se sócio dele após a construção do Pao Pao Café 2, do qual é atual gerente.
Apesar de ser brasileiro e lutar capoeira, Bob Wilson é um personagem que homenageia intensamente a Jamaica.
Seu primeiro nome e o penteado dreadlock aludem ao músico de reggae Bob Marley; as cores padrão de sua roupa remetem às da bandeira do país da América Central; a expressão sorridente e mania de levantar o polegar em sinal de positivo remetem também a Dee Jay , lutador jamaicano da série Street Fighter.



Khushnood Butt (Marco Rodriguez no Japão)
Praticante de karatê, Marco luta para recuperar o prestígio do dojo que foi destruído misteriosamente, fazendo com que os alunos perdessem o respeito pelo lugar e os ensinamentos ali passados.
Curiosamente apesar de ter estreado em Garou: Mark of the Volves e, portanto, fazer parte do universo Fatal Fury, Marco Rodriguez foi discípulo de Ryo Sakazaki, da série Art of Fightning. O personagem nunca mais pôde ser escolhido em outro jogo da SNK, mas marca presença no cenário do Japão em King of Fighters 2002.

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Fighter Destiny (por Mazza)
Bob e Adriana
No primeiro game da série para o N64, o único brasileiro que há é o Bob, a Valerie (alemã) é amiga de Bob. 
Em Fighter Destiny 2, Valerie, depois de perder o primeiro torneio, aceita o convite de Bob para passar uns tempos no Brasil. Ficou com a amiga Adriana que lhe ensinou o samba e a aproveitar o carnaval, enquanto Valerie ensina a Adriana golpes de luta. Já treinada, Adriana resolve participar do segundo torneio, enquanto Valerie, que foi reprovada, resolve ficar no Brasil.
Valerie temendo pela segurança de Adriana, pede para Bob infiltrar no torneio e vigiá-la, Bob entra no torneio disfarçado de D-Dog (representando os Estados Unidos) para que Adriana não o reconheça.
[Fonte do texto: Fórum UOL jogos]

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Final Fantasy
Dois álbuns vocais de versões arranjadas das músicas da série de RPGs da Square-Enix ostentam faixas no bom e velho português. No primeiro disco, Pray, de 1994, são as faixas "Esperança do Amor" - releitura de "Dear Friends", de FFV - e "Não Chora Menina" - re-edição de "Kids Run Through The City", de FFVI.
Já em "Love Will Grow", de 1995, as músicas contempladas são "Eternal Wind" - "YuuKyuu no Kaze", de FFIII - e "Estrelas" - "Melody of Lute", de FFIV.
Todas são interpretadas pela poliglota cantora Risa Ohki (que é fluente também em japonês, inglês, francês e italiano, além do português).

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Final Fight
Carlos Miyamoto
Não sabe onde nasceu este expert em kempo e karatê, mas grande parte de seu treinamento aconteceu em solo brasileiro. A fim de aprender mais sobre artes marciais, Carlos foi para Metro City, onde acabou ajundando o então prefeito Haggar e a lutadora Maki a salvarem o pai dela, Genryusai, 37º Mestre Bushin, e a irmã Rena.
Carlos nunca mais foi personagem jogável, e fez apenas uma pequena aparição no final (com Alex) de Capcom Fighting Jam.

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Front Mission 4
No capítulo 10 (Meet The New Folk), um dos protagonistas da história, Darril, acompanhado dos colegas de equipe Renges e Chaeffer, diz ao líder da Alianza de Liberdad Venezolana que precisam ir ao Brasil a fim de entregar suprimentos para o esquadrão principal da U.C.S. Na verdade, a história é um mero engordo: Darril e companhia são desertores da U.C.S. e querem apenas fugir da Venezuela, levando ouro do país.
Letra G:



Geraldinho
Em 1994, a Tectoy relançou no Brasil o jogo Teddy Boy (Master System), lançado no ocidente em 1986. Trocaram o protagonista pelo personagem Geraldinho, das tirinhas cômicas do cartunista Glauco Villas Boas (1957-2010), mas o resto do jogo era exatamente o mesmo. A outra única diferença era que você começava com três vidas no original - e Geraldinho tinha cinco.

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Grand Chase
O jogo online da LevelUp! contém uma personagem brasileira, chamada Lin. Sua arma principal é o leque, podendo desferir golpes e magias numa distância média, também, Lin é muito ágil. Ela foi criada após uma pesquisa realizada no Brasil pela desenvolvedora sul-coreana do jogo, KOG.

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Grandia II
As duas faixas vocais de Grandia II - "A Canção do Povo" e "A Deus" - são todas cantadas em português por Kaori Kawasumi. O compositor da trilha sonora, Noriyuki Iwadare, declarou que o idioma carregava uma certa tristeza e combinava bem com a proposta que ele tinha para Grandia II. Além disso, a cantora Kaori vinha estudando português há certo tempo, o que influenciou na decisão de fazer as trilhas vocais em nossa língua.

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Gunpey DS (por Mazza)
Neste jogo de quebra-cabeça, um porco do planeta Saw Paulo (óbvia referência ao estado de São Paulo, localizado no sudeste do Brasil) é um dos personagens destraváveis. No desafio de Bobby, pode-se notar referências ao carnaval brasileiro - referenciando ao carnaval da capital, que é um dos maiores do país.


Última edição por Warrior em Dom 14 Jul 2013, 01:04, editado 4 vez(es)

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Warrior em Sab 25 Maio 2013, 00:17

Temas para debate

Como dito lá no início do tópico, toda vez que possível haverá um tema novo para debates, relacionando o Brasil aos jogos. Esta seção tem como missão apresentar diversos pontos-de-vista do mercado nacional de jogos eletrônicos pelos usuários aqui do fórum! Aqui, fale tudo o que pensa a respeito do que será mostrado, contudo, sua opinião não é a absoluta e respeite às alheias - sem uso de palavrões e xingamentos, evitando assim discussões desagradáveis e desnecessárias.
Sinta-se livre para discutir e boas reflexões!
[Nota: Não é necessário responder à pergunta inteira, se quiser, pode até contar algo mais que tenha a ver com o assunto. Responda do jeito e ordem que quiser (pode também responder à uma pergunta "antiga").]

25/05/2013:
25/05/2013: No dia 19 de fevereiro de 2013, ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo, a discussão envolvendo sobre o novo projeto do governo, o Vale-Cultura; a Ministra da Cultura, Marta Suplicy, estava presente no evento para responder dúvidas. Quando questionada sobre a inclusão de jogos eletrônicos no programa, Suplicy os taxou de "não sendo cultura".
Pouco tempo depois, o Ministério da Cultura aprovou o jogo brasileiro Toren pela Lei Rouanet, de foco de incentivo à cultura. Lembrando que a lei passou a incluir jogos digitais desde dezembro de 2011, sendo assim, as produtoras passam a ter aval do ministério para terem patrocínio.
-
Qual a sua opinião sobre o assunto? Qual(is) é(são) o(s) elemento(s) que mais chama(m) a atenção (tanto positivamente quanto negativamente)? Qual(is) fator(es) você admira mais? Você acha que no Brasil os jogos são vistos como objetos de arte?
08/06/2013: Impostos abusivos: a principal reclamação dos brasileiros na hora de adquirir um videogame. No país, os jogos eletrônicos estão classificados como "jogos de azar" (proibidos desde 1946), logo, acaba-se pagando, em média, 128% de imposto num só jogo original.
Logicamente, o imposto pago tem algum fim. Fora o valor do IPI (imposto de produto industrializado), ainda paga-se os salários do funcionários (Cofins), ajuda a arcar com o seguro-desemprego destes (PIS) e parte vai para os cofres do estado (que variam - ICMS). Ainda, se o produto é importado, paga-se pela importação (a fim de valorizar os produtos nacionais).
-
Como você lida na hora de comprar algum jogo? A pirataria é causada principalmente por isso (ou é uma "desculpa" para isso)? A atual classificação dos videogames como jogos de azar é empecilho para a expansão do mercado produtivo no Brasil?


Última edição por Warrior em Sab 08 Jun 2013, 00:56, editado 2 vez(es)

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Warrior em Sab 25 Maio 2013, 00:17

Reservado.

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Convidado em Sab 01 Jun 2013, 12:36

Opa Warrior, Desculpa. Só tive tempo de comentar agora Embarassed

Ótimo Tópico. Vai ser muito bom levantar uma biblioteca agrupando as referências dos Brasil em Jogos Smile !


Você acha que no Brasil os jogos são vistos como objetos de arte?

Curto e Grosso: Não. Infelizmente aqui jogos ainda são vistos como uma forma de vagabundar ou brinquedos de crianças. Isso particularmente é chato, pois se pode tranquilamente jogar e trabalhar/estudar ao mesmo tempo. Contudo vejo que isso está mudando aos poucos.

Em relação a não ser cultura, discordo completamente. Alguns jogos são tão clássicos, como Mario, Zelda, Sonic; que praticamente entraram na cultura popular. Outros Jogos são recheados de elementos culturais. Por exemplo, fui descobrir o que era a lança do destino jogando Wolf3D. Alguns são fracos nisso, mas em toda forma são métodos de diversão, participando assim, da cultura popular.

O problema na minha opinião é a pessoa regrar sua vida aos jogos: perder suas relações sociais, não estudar ou trabalhar, entre outros.

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Hekonzord em Sab 01 Jun 2013, 15:54

Bom, no Brasil ainda temos preconceitos culturais de diversas coisas, uma é sobre vídeo-games, que ainda são considerados "brincadeiras" de criança e algo que motiva a violência.

Perguntei ao meu professor de Artes se ele considerava vídeo-games como arte, ele disse bem confiante que sim e podemos fazer uma comparação meio grossa de que se é arte, ele é cultura.

Assim como temos games violentos que não nos ensina nada de "bom" (muito relativa a palavra), temos filmes e músicas, por exemplo, que não são nada educativas e que apresentam conteúdos, digamos, bem indecentes que hoje a mídia prega como cultura popular e nos empurra e nos faz engolir que isso é cultura e que temos que aceitar, mas parece que com games o assunto é diferente, com emissoras abertas fazendo matérias "jornalísticas" totalmente incompletas, parciais e manipuladas. Temos um retrocesso de pensamento impulsionada pela mídia e por quem escolhemos para nos representar.

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Warrior em Sab 08 Jun 2013, 02:05

Acho que a vantagem dos videogames é justamente te dar a liberdade de ser o que você quiser, de interagir na aventura - acompanhada de excelentes trilhas sonoras para dar mais um tom à diversão.

Por mais leiga que a pessoa seja no mundo dos jogos, pelo menos conhece algumas referências envolvendo isso. Por exemplo, mostrar a alguém um semicírculo "de boca aberta", rapidamente Pac-Man a pessoa responderá.

Já faz tempo que os videogames existem no Brasil, desde os anos 1970, logo, acho que muitos já devem ter um apego ao videogame que teve. Nos anos 1990, as representantes oficiais da Nintendo e Sega (Playtronic e Tectoy, respectivamente) aqui no Brasil exaltavam nas informações de seus jogos, a fim de popularizar ainda mais o produto, que de fato aconteceu.

Acho, mesmo, é que não há a "divulgação" de que, no Brasil, os jogos são considerados objetos de arte - seja por políticos com propostas inúteis proibindo as vendas, a política dificultando o mercado por aqui ou reportagens sensacionalistas na televisão.

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Postadas as letras "D" e "E". Quem tiver referências com as letras de jogos começando por "A", "B", "C", "D" e "E" pode mandar para mim via MP ou pelo tópico, mesmo (mas não esqueça de ler o que está escrito no início do tópico).

Novo tema adicionado.

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Hekonzord em Sab 08 Jun 2013, 02:28

Levando em consideração até agora, os locais mais citados do Brasil pelos jogos são a Amazônia e o Rio de Janeiro.

Sobre o tema:
No país, os jogos eletrônicos estão classificados como "jogos de azar" (proibidos desde 1946), logo, acaba-se pagando, em média, 128% de imposto num só jogo original.
Esse trecho só mostra o quanto ainda temos representantes com pensamentos atrasados.

Agora... Eu não veria nenhum problema em pagar estes impostos se o fim pelo qual nós pagamos fosse exemplar, o que não é, olhando na teoria vemos que o que nós pagamos por um jogo original não é caro se o dinheiro dos impostos fosse bem aplicado pela causa dele estar sendo cobrado.

Mas alguns impostos não vejo a necessidade de serem tão grandes como de IPI, PIS, Cofins e ICMS, sinceramente.

Sobre a pirataria, essa é a desculpa mais usada para justificá-la, bom, aí eu vejo algo muito relativo, como a condição financeira, desvantagens ao adquirir jogos piratas, as vezes tem impedições etc. Hoje não consigo ver a pirataria como vantagem, fora que a sensação de jogar um game original é muito mais saborosa.

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Convidado em Sab 08 Jun 2013, 11:05

Os impostos sobre os jogos aqui no Brasil são extremamente abusivos, como qualquer outra coisa que pagamos. A questão deles serem considerados como jogos de azar deve ser revista, pois isso é uma visão ainda da época do fliperama, onde se tinha que gastar fichas para jogar. Contudo, algo que nunca levaram em consideração é que em jogos de azar, o objetivo de se gastar dinheiro é a busca por ganhar mais dinheiro, já em jogos eletrônicos gasta-se dinheiro buscando a diversão, tal como ocorre quando se compra um ingresso para uma partida de futebol.

Comprar qualquer jogo para mim é uma tarefa um tanto difícil, principalmente quando se trata da versão física, visto que jogos digitais, baixados pela Steam, não são cobrados tantos impostos. Creio que a pirataria tem sim muita influência dos preços altos praticados aqui no Brasil. Contudo é um tanto cego dizer que se os jogos fossem baratos a pirataria iria acabar, contudo iria diminuir bastante.

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Felipefabricio em Qui 20 Jun 2013, 17:19

Porquê não tem B?Falta o Blanka aê Very Happy




Gostaria de ler uma história?Então leia O Quase Fim do Mundo!

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Hekonzord em Qui 20 Jun 2013, 18:54

Felipefabricio escreveu:Porquê não tem B?Falta o Blanka aê Very Happy
Pois o alfabeto é feito pelo nome do jogo, então o Blanka se encaixaria em S de Street Fighter ^^

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Felipefabricio em Qui 20 Jun 2013, 22:05

Hekonzord escreveu:
Felipefabricio escreveu:Porquê não tem B?Falta o Blanka aê Very Happy
Pois o alfabeto é feito pelo nome do jogo, então o Blanka se encaixaria em S de Street Fighter ^^

Ah,tá!Valeu =D




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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

Mensagem por Warrior em Dom 14 Jul 2013, 01:07

Tópico reaberto, letras "F" e "G" adicionadas.

Sobre o tema, estes ainda serão mantidos para quem ainda não comentou e/ou quiserem deixar algum comentário/ideia extra. Brevemente novo tema chegará.

Também, quem tiver referências ao Brasil não listada no tópico, pode deixar sua indicação! :]

E obrigado, Hayt, por fornecer o código de alinhamento de imagens-textos. Estou tendo sérios problemas de formatação com essa nova maldita caixa de texto.

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Hekonzord escreveu:Levando em consideração até agora, os locais mais citados do Brasil pelos jogos são a Amazônia e o Rio de Janeiro.

Acredite, esse é só o pico do iceberg...
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Hayt escreveu:A questão deles serem considerados como jogos de azar [...] é uma visão ainda da época do fliperama, onde se tinha que gastar fichas para jogar.

Boa observação, é um ponto que não me havia passado pela cabeça. Embora os fliperamas ainda existam e, alguns são até rentáveis (como Super Street Fighter IV), não tem muita comparação com as décadas de 1970 e 1980, quando fliperamas eram o único meio de entretenimento virtual e os videogames caseiros eram novidade e para poucos - como não lembrar de Space Invaders, que chegou a parar de funcionar de tanta moeda que tinha?

Hekonzord escreveu:[...] ainda temos representantes com pensamentos atrasados.

Agora... Eu não veria nenhum problema em pagar estes impostos se o fim pelo qual nós pagamos fosse exemplar, o que não é, olhando na teoria vemos que o que nós pagamos por um jogo original não é caro se o dinheiro dos impostos fosse bem aplicado pela causa dele estar sendo cobrado.

Infelizmente, possuímos uma constituição meio desatualizada, não só os jogos sofrem problemas quanto ao "período histórico". :/

Concordo com o que você disse, o Brasil é um dos países com maior carga tributária do mundo, infelizmente não vemos o retorno desejado, ao contrário como é o caso da Suíça, por exemplo (onde até mesmo o governo faz com frequência testes com a população para avaliação do trabalho dos governantes).

Até as próprias empresas têm dificuldades em criar estabelecimentos por aqui, no ramo dos videogames, temos a Ubisoft. A empresa de Rayman abriu duas sedes, uma em São Paulo e outra no Rio Grande do Sul (sim, era para criação de jogos, mas não algo no estilo de Assassin's Creed, era focado, no momento, em jogos para dispositivos móveis), mas ambas foram fechadas a pouco tempo depois. O diretor da Ubisoft Montreal disse que não pretende reabri-las tão cedo, justamente pela alta carga tributária.

O que é uma pena, pois o Brasil possui vários requisitos positivos para prosperar a indústria nacional (mão-de-obra, recursos, ótimos centros de ensino superior, localização boa, etc.). :/

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Re: [Discussão] Novo Dicionário Brasileiro dos Jogos - letras F e G | Tema: Jogos e arte/Impostos

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