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[GAMESFODA Review] Assassin's Creed IV: Black Flag

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[GAMESFODA Review] Assassin's Creed IV: Black Flag

Mensagem por Hekonzord em Qui 28 Nov 2013, 18:00


Review escrito por NEOZAO do site GAMESFODA
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Eu já disse algumas vezes que levo Assassin’s Creed como pessoas que leem mangá levam Naruto: tá horrível, nós sabemos, mas já que passamos os últimos dez anos lendo/jogando essa porra, que que custa acompanhar até o final? Bom, no caso de AC custa 60 dólares por ano, mas o ponto permanece. É um costume, uma maneira meio tonta de tentar justificar o tempo gasto anteriormente gastando ainda mais tempo.

Não é como se eu tivesse orgulho de jogar todos os jogos da série que saem (com exceção do Liberation, por enquanto) mas há um motivo pra eu ter feito isso: em uma época longínqua Assassin’s Creed era uma parada do caralho. Era novo, era sempre fascinante, sempre que saía um jogo novo nós ficávamos pensando “puxa vida, tem tanta possibilidade, onde será que vai se passar o próximo?” e era demais fazer isso pois era uma série em que o onde e o quando importavam muito. Era o charme da série reviver tal período histórico e ver coisas que você tinha visto antes apenas em livros e fotos.
Claro, o primeiro jogo era meio “bruto” e repetitivo, acabou não sendo tão bem recebido embora eu goste bastante dele. O segundo é excelente por si só, mas teve tanto extraído posteriormente que ninguém mais aguentava ver a cara do Ezio, mesmo sabendo que àquela altura ninguém tinha visto ela antes. O Brotherhood é bom e o Revelations é medíocre com alguns momentos brilhantes.

O problema foi Assassin’s Creed 3. O problema foi a Ubisoft nos bombardear com a cara do Connor e com o resto do jogo durante um ano antes do mesmo sair e quando saiu já estávamos cansados de ver aquilo. Parece que o povo ainda não tinha sacado que era uma série anual até sair o terceiro, que pela primeira vez na série principal foi muito ruim. Era ambicioso demais, era conectado com a história de Assassinos VS. Templários demais, e por essas razões saiu como um produto derivativo e desnecessário que só nos fazia lembrar como o segundo foi bom e como é que conseguiram estragar tanto. Era tanta coisa pra fazer e nenhuma delas com algum significado. Um personagem tão interessante que foi tratado de um modo tão ruim.
E aí chegou 2013 e com ele mais um Call of Duty, mais um Madden, mais um FIFA, mais um PES, mais dois NBAs, mais três dúzias de New Super Mario Bros (todos bons) e mais um Assassin’s Creed. A falta de aceitação do terceiro jogo fez com que a gente não prestasse muita atenção nesse, ou então esse tenha sido só O Ano Em Que Séries Anuais Receberam Menos Atenção, já que menos gente ligou pra Call of Duty também.

Foi então que, como rotina, eu fui lá e comprei o Assassin’s Creed IV: Black Flag (Assassinos Com Certeza Absoluta Quarto: Bandeira Preta) não esperando nada mais que um passatempo até sair o Zelda novo. E agora, trinta horas (e quase quinhentas palavras) depois, vou lhes dizer que é o melhor jogo da série fácil, que é o melhor jogo de mundo aberto que eu já joguei, que ainda tem muito o que aprender, mas que é uma pavimentação sensacional pra cobrir a maioria dos erros dos jogos anteriores.
Pra começar, todo aquele wakawaka do Desmond e do fim do mundo estão quase pra trás: ainda é um jogo da série, é claro que toca em alguns pontos (horríveis) dessa história contemporânea, mas é muito menos intrusivo do que era antes. Você não joga com o Desmond e nem está atrás de relíquia nenhuma: você é um funcionário da Abstergo Entertainment, uma empresa de jogos (risos) que, em parceria com a Ubisoft (risos), lançou Assassin’s Creed: Liberation (risos). Seu trabalho é entrar num Animus e ajudar os caras a lançar um blockbuster, capturando cenas de um pirata do século XVII e nesse meio tempo descobrindo a história dele. Não é literatura, mas é sagaz a ponto de fazer você esboçar um sorriso de vez em quando ao ver o quão metalinguísticas as coisas vão se tornando, até acompanhar o lançamento de um trailer do produto (que naquele universo se chamaria “Pirates of Nightmares”)  feito pra ser bem brega, mas não é tãaao diferente assim de trailers normais de jogos.

Mas a carne (ou a soja, dependendo da sua ideologia) está na vida desse pirata: Edward Kenway, um rapaz que faz parte da linhagem dos Assassinos pois tem a famosa Eagle Vision, mas que não é um e nem quer ser, e não poderia ligar menos pra esse conflito com templários (ele nem sabe que existe tal conflito por grande parte do jogo, inclusive). Ele quer só ficar rico o bastante e aproveitar a vida louca que os piratas têm, mentindo pra si mesmo que é pra reconquistar a esposa e dar uma vida confortável pra ela. E, puta merda, como essa carne é boa.
Chega a ser difícil de explicar o que torna AC4 tão bom levando em conta que todo jogo hoje em dia tem “mundo aberto” e que GTA V acabou de sair, mas vou fazer meu melhor pra isso. A coisa mais importante, no entanto, é simples de apontar: todo o trabalho que você faz no jogo é orgânico. Lembra no 3 que você podia matar um coelho e matar esse coelho ia fazer uma janelinha pular no canto da tela dizendo “parabéns! Você pegou um coelho! Pegue mais 10 coelhos nessa área e complete essa quest!”? Não lembra? Bom, é exatamente por isso que você não lembra: todo e qualquer trabalho que Assassin’s Creed 3 te dava existia só pra te mostrar que NOSSA TÁ VENDO VOCÊ PODE FAZER ISSO AÍ VIU SÓ, e não tinha nenhuma utilidade pro jogo, só pra leaderboard dele. A tal liberdade não acrescentava em nada à experiência, ela só existia.

Agora nesse quarto jogo, no entanto, tudo é importante e é uma coisa boa de se fazer por si só, não só pelos seus resultados: a fauna é muito grande e cada pequena ilha tem seu próprio ecossistema que permite você caçar e montar upgrades com o que você tira desses animais: pele, ossos, etc. Ou pode vender, também, se quiser. Ou pode ser um brother dos animais e não fazer nada disso: se quiser fazer tal upgrade compre tais materiais em lojas e pronto. Você pode fazer as coisas, não deve, se não fizer tem outras opções e se fizer vai ver que é uma parada boa e confortável de se fazer, que o jogo tem um sistema pro que você quer fazer e que cada ilhazinha com macacos não é muito diferente de um porto cheio de gente: ambas as coisas são partes de um sistema maior, mas ambas existem em si mesmas e te dão o que fazer mesmo se não houvesse nada além daquilo no jogo.
“Calma, como assim ‘ilhazinhas’?” Então! Como a Ubisoft foi bastante sutil em dizer que é um jogo de piratas durante esse ano que passou, vou mandar o spoiler aqui: é sobre piratas! E piratas não existem sem barcos, então também tem essa coisa que ela quase não mostrou: mares, combate marítimo, exploração submarina e ilhazinhas entre as grandes cidades pra não parecer tudo muito vazio. Mas vou dizer pra vocês que realmente não parece vazio, mesmo nas partes em que tem literalmente só mar. É bonito pra caramba de se ver (joguei no PC com tudo no máximo, o que eu suponho que seja uma versão equivalente à do PS4 e do Xbox One, já que o Wii U não tem DirectX 11), as músicas em si são muito boas e o seu grupinho de piratas também canta conforme vocês navegam. Nas cidades tem umas folhinhas com as letras das músicas voando e se você pega uma os seus marinheiros poderão cantá-la durante as grandes jornadas pelos mares.

O combate no mar é sensacional. Se ele já era esforçado e simpático no 3, aqui tornou claro que aquilo não passava de um beta. O mar em si é gigantesco e cheio de coisas pra fazer (pontos de submersão, pontos de caça a baleias e tubarões, fortalezas que você pode destruir e tomar pra si mesmo pra te ajudar em combates na área em volta). O seu barco tem umas seis ou sete armas diferentes  pra lidar nas batalhas e você vai dando upgrade em todas elas, no próprio barco, na couraça dele, até em pontos estéticos, mastros, timões, enfim, é do caralho mesmo.
O Kenway é um personagem bacana pois ele é esperto e bonitão, mas não liga realmente pra isso, é apenas ganancioso pra caralho e não tem realmente nenhuma motivação além dessa durante uns sete oitavos do jogo. O que tá importando realmente é o agora, não a conspiração milenar, não os templários ou aqueles maquinários doidos que a civilização antiga fez. Esses elementos estão lá, é claro, mas numa escala muito menor e mais descompromissada do que anteriormente.

Mas enquanto grande parte do mundo é orgânico e vivo, problemas residem no fato dele ser um jogo que como tantos outros jogos que vieram no pós-Era-Ocarina-Of-Time: acaba sendo muito dependente do contexto em sua jogabilidade. Sabe, aquele esquema do jogo ter mais ações do que botões no controle? Então dependendo de onde o boneco tá o X vai fazer a ação Y, mas se estiver em outro lugar o X vai fazer a ação Z, e assim por diante.  Por ser TÃO grande, Assassin’s Creed vai mudar a jogabilidade totalmente a cada cinco minutos e acaba por variar mesmo em momentos em que você está, em teoria, fazendo a mesma coisa. Manja?
O que temos então é um monte de “se”. SE o Kenway estiver numa área de vigilância ele vai ter “stalking zones”, que são basicamente uns arbustos que usa como esconderijo. Daí SE você estiver num arbusto desses os guardas não conseguem te ver, e dessa vez o botão “b” vai servir pra ele assobiar e chamar atenção de alguém, aí SE o guarda vier próximo o bastante o X vai assassinar ele na hora, ao contrário do “sacar as espadas” que acontece fora desse contexto. Mas SE ele estiver escalando o “b” vai ser vir pra ele se soltar do lugar. SE ele estiver em combate, o “b” vai ser pra contra ataque. SE ele estiver navegando, o “b” vai ser pra diminuir a velocidade do navio, e assim por diante.

Isso não é um problema por si só, mas acaba gerando outros: se você mata um guarda num arbusto, tem que segurar o “b” pra dar loot no corpo do guardinha, mas lembra que o “b” também serve pra assobiar? De vez em quando o jogo vai registrar o assobio antes da ação de loot, então o Kenway vai assobiar enquanto mexe nos bolsos do guarda no chão, daí você não consegue reagir a tempo se tiver outro guarda vindo na sua direção já que ele teve sua atenção chamada pelo seu assobio involuntário. De vez em quando você quer apertar o “x” pra matar um guarda sem ele te ver, mas se errar um passo de distância vai sacar as espadas sem querer e eles vão virar em sua direção, acabando com seu stealth. Esse tipo de coisa. Sistemas dentro de sistemas e mais sistemas acabam gerando esse tipo de problema. Não destrói o jogo, nem de longe, mas de vez em quando atrapalha um pouco.
Mas porra, que jogo bonito! Não na texturização e nem pelo fato de ser pra geração nova, mas pela primeira vez na série eles optaram por ter uma direção de arte criativa ao invés de prezar pelo fotorrealismo das cidades dos outros jogos. Talvez pelo contexto mais fantástico num geral, que são os piratas queridinhos da ficção, o jogo tomou umas liberdades e é mais colorido, mais contrastante, mais interessante e característico de se olhar.

E também tem level design. Sim, chocante isso, mas é um jogo de mundo aberto com level design! Se até Assassin’s Creed aderiu agora fica aí a esperança de Borderlands 3 também ter. Mas o ponto é que agora as cidades parecem mais grandes HUBs com diversas fases menores embutidas que você só descobre quando tem uma missão em determinada área. Ao descobrir que há uma progressão e que em mais de uma dúzia de momentos tu vai ter que parar e analisar o cenário enquanto pensa “ok, como é que eu vou chegar ali?” presente no mundo todo (e não só nas tumbas como nos outros jogos), você percebe que houve um carinho especial em construir cada pedaço daquele cenário gigantesco e que valeu muito a pena.
E depois das trinta horas eu posso dizer com propriedade que sim, valeu a pena. Tem momentos em que o jogo te lembra que é um Assassin’s Creed e te joga todo aquele contexto da guerra e dos aliens na cara pois ele precisa, né? Mas, como dito, é tão pouco presente que parece até outro jogo nessas horas (um pior, inclusive). Mas o final do 3 tirou uma carga pesadíssima das costas da série e o 4 é quase um recomeço, mais sagaz e mais bem construído, assim como o segundo jogo foi em relação ao primeiro. AC4 é um excelente jogo, que não vai receber o destaque que deveria por fazer parte de uma série de nome cansado em um mar de jogos bons que saíram esse ano, mas todo o ponto do jogo é navegar esse mar, não é?

E aí? Onde e em que época será que vai se passar o próximo? Eu adoraria que fosse no Japão feudal.

Assassin’s Creed IV: Black Flag está disponível pra PS3, Xbox 360, Wii U, PS4, Xbox One e PC.

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Re: [GAMESFODA Review] Assassin's Creed IV: Black Flag

Mensagem por Cortex em Seg 02 Dez 2013, 12:17

Assassin's Creed IV Black Flag está muit* fod*, eu tenho costume de ler sempre o livro antes do que o jogo, até lá terei meu PS4 e comprarei com certeza.

Meu jogo favorito feito pela ubisoft é o Assassin's Creed II do Ezio Auditore, cara que jogo/livro maravilhoso


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Re: [GAMESFODA Review] Assassin's Creed IV: Black Flag

Mensagem por fbanin em Seg 02 Dez 2013, 15:38

Estou jogando e estou curtindo, nada acrescenta a história... mas o jogo está legal... agora, quem não curtiu navegar no AC III fuja do IV, porque nesse é quase 80% no mar!!!! Fora que o mapa é gigantesco, quem gosta de fazer tudo que o jogo oferece, se prepare!!!!

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Re: [GAMESFODA Review] Assassin's Creed IV: Black Flag

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